sexta-feira, 31 de maio de 2013

MODELO DE AVALIAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA - TERCEIRA SÉRIE (ENSINO MÉDIO)


 

GOVERNO DO ESTDO DO ACRE

SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO E ESPORTE

ESCOLA GLÓRIA PEREZ


RECUPERAÇÃO N1 EM EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR / 2013

TERCEIRA SÉRIE - ENSINO MÉDIO - TURMA _______TURNO __________________

PROFESSOR RENÃ LEITE PONTES

ALUNO(A)  ____________________________________________________Nº__________

 
LEIA ATENTAMENTE O ENUNCIADO DA QUESTÃO 01 (E 02), COMPLETANDO A FRASE NO ESPAÇO SUBLINHADO COM A OPÇÃO CORRETA

01- Sua influência na Educação Física brasileira foi revestida de um elemento forte e duradouro. Preocupada com o “aperfeiçoamento da raça”, a tendência utilizou a Educação Física como uma atividade “aceleradora do processo de seleção natural”. Fundamentando-se no princípio de que “o homem adestrado tornar-se obediente”, a _______________________________ praticamente converteu-se no pensamento dominante da área, mais precisamente nas décadas de 40 e 50.

a)         Educação Física Higienista
b)         Educação Física Competitivista
c)         Educação Física Crítico Social
d)         Educação Física Pedagogicista
e)         Educação Física Militarista

02 - É graças, principalmente, a essa corrente, que devemos a legalização e a sobrevivência da Educação Física no Brasil e no Mundo, até os dias atuais.  A Tendência denominada _______________________________,  por sua natureza, também alterou a postura rígida e higiênica do professor no comando das aulas de Educação Física.

a)         Educação Física Militarista
b)         Educação Física Competitivista
c)         Educação Física Crítico Social
d)         Educação Física Pedagogicista
e)         Educação Física Higienista

LEIA ATENTAMENTE OS ENUNCIADOS DAS QUESTÕES - DE 03 A 10 -, MARCANDO COM UM (X), A RESPECTIVA OPÇÃO CORRETA
 
03 - É dentro desta concepção que a Educação Física se reestrutura como prática reflexiva, convertendo-se em uma atividade capaz de olhar criticamente a si própria,  reconhecendo  que os seus conteúdos tradicionais também possuem uma história de valores. Assim, para a perspectiva, o objetivo já não é mais o simples aprimoramento das capacidades físicas e, tampouco, o simples rendimento esportivo, mas sim o compromisso de oportunizar aos alunos a apropriação da cultura corporal historicamente produzida pela humanidade. O enunciado aqui descrito encontra suas bases na Tendência Pedagógica denominada:

(   )         Educação Física Crítico Social
(   )         Educação Física Competivista
(   )         Educação Física Pedagogicista
(   )         Educação Física Militarista
(   )         Educação Física Popular

04 - A Educação Física brasileira, segundo diretrizes emanadas do Ministério da Educação - MEC, deve apresentar- se na escola, a partir de 03 (três) blocos de conteúdos que o professor deve ensinar ao longo do percurso do alunado pelas diferentes séries. Segundo o texto: “O que é Educação Física?”, um bloco, em particularmente, é: “...talvez o mais importante à medida que se relaciona com os outros dois”.  Este bloco de conteúdos, do qual trata o enunciado, denomina-se:

(   )     Dança - porque melhora a coordenação neuromuscular do praticante.
(   )     Conhecimentos sobre o corpo -  porque oportuniza ao aluno o conhecimento da Fisiologia Humana  (estudo das funções do organismo).
(   )     Jogos populares e/ou tradicionais - porque desenvolve no  alunado o “senso de pertencimento  cultural”.
(   )      Atividades rítmicas e expressivas - porque capacita o aprendiz a utilizar o corpo como meio de expressão corporal, tal como no teatro.
(   )      Esportes - devido ao grande interesse da comunidade escolar e da capacidade de mobilização de pessoas  que suas práticas encerram.

05 - Estabelecida uma nova ordem mundial, uma concepção da Educação Física ganha força no período pós-guerra (1945-1964), no Brasil. Segundo ela, a prática da educação física é capaz de instruir e educar, além de levar a juventude a aceitar as regras de convívio social e suas peculiaridades culturais, físico-morfológicas e psicológicas. Os objetivos aqui expressos nos remetem aos fundamentos da tendência pedagógica denominada:

(   )         Educação Física Crítico Social
(   )         Educação Física Popular
(   )         Educação Física Competivista
(   )         Educação Física Pedagogicista
(   )         Educação Física Higienista
 
06 - O termo Educação Física nos remete à ideia de “educar o físico”. A disciplina nasceu como uma área do saber, atrelada historicamente aos métodos de dominação humana (mesmo pelo simples “gasto do tempo livre”), cujo objetivo era disciplinar os indivíduos, a partir dos seus corpos. Segundo o conceito de “Corpos dóceis”, do filósofo francês Michel Foucault, para atingir este objetivo, a educação física se vale de um mecanismo muito sutil denominado:

(   )        Distinção entre corpo e mente
(   )        Controle da conduta
(   )        Hierarquia  e autoridade
(   )        Vigia (inclusive psicológica - quando o indivíduo, ainda que não sendo - sente-se vigiado).
(   )        Educação Física Militarista

07  - Nos anos finais do Império e no período da Primeira República (1889-1930), uma concepção da Educação Física - na época, conhecida pelo nome de “Ginástica” (gymnastic) - desempenha um papel particularmente forte, a serviço do estado e das elites dominantes. Segundo esta concepção, cumpre à educação física um papel fundamental na formação de corpos (homens e mulheres) sadios, fortes, dispostos à ação e preocupados com o saneamento público, na busca de uma sociedade livre das doenças infecciosas. Estes postulados encontram suas raízes na Tendência Pedagógica da Educação Física denominada: 

(   )         Educação Física Crítico Social
(   )         Educação Física Popular
(   )         Educação Física Higienista
(   )         Educação Física Pedagogicista
(   )         Educação Física Competivista
 
08 - É curioso observar, que até a década de 70, a Educação Física foi considerada uma prática inócua e descarregada de potencial político. Por esse motivo, a disciplina não oferecia resistência a perspectiva política, conservadora e utilitária que se aproveitava das suas práticas: a preparação física, a prática esportiva e a ideia de neutralidade política da Educação Física eram os ideais inalienáveis da época. A partir da década de 80, diversos estudiosos e intelectuais contribuíram para que a educação física se renovasse, passando a ser mais bem compreendida... É, justamente nesse contexto que podemos identificar a Concepção Pedagógica da Educação Física conhecida como:

(   )         Educação Física Popular
(   )         Educação Física Competivista
(   )         Educação Física Pedagogicista
(   )         Educação Física Militarista
(   )         Educação Física Crítico Social

09 - Ao contrário das demais Tendências Pedagógicas, esta concepção da educação física não revela uma produção teórica. Ela se sustenta quase que exclusivamente numa “teorização” transmitida oralmente entre as gerações de pessoas trabalhadoras do país.  Este enunciado encontra seu fundamento na tendência pedagógica denominada:

(   )         Educação Física Crítico Social
(   )         Educação Física Competivista
(   )         Educação Física Pedagogicista
(   )         Educação Física Militarista
(   )         Educação Física Popular
 
10 – “Historicamente, é possível resgatar na Educação Física, uma concepção que se desenvolveu com e contra as concepções ligadas à ideologia dominante. A novidade é que a nova tendência não se preocupa com a saúde pública -, pois essa questão esta ligada a organização econômica e política do país - tampouco se preocupa em disciplinar corpos e, muito menos, está voltada para a busca de medalhas”.  A concepção pedagógica da Educação Física que melhor representa as afirmativas acima citadas é:

(   )         Educação Física Crítico Social
(   )         Educação Física Competivista
(   )         Educação Física Popular
(   )         Educação Física Militarista
(   )         Educação Física Pedagogicista

 
 
 
“O esporte não forma o caráter, apenas revela-o”

Heywood Braun
 

ATENÇÃO: UTILIZE CANETA DE TINTA AZUL PARA PRENCHER OS CAMPOS SOLICITADOS. MARQUE AS SUAS RESPOSTAS COLORINDO DENTRO DA ÁREA RESERVADA À LETRA CORRESPONDENTE A CADA RESPOSTA, SEM EXCEDÊ-LA, CONFORME O MODELO:

 
        

 

01
02
03
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05
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08
09
10

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

quinta-feira, 7 de março de 2013

O PROFESSOR DA BOLA


A Educação Física é uma das disciplinas mais ricas numa escola, não desmerecendo as outras que tem seu valor intrínseco. Disciplinas como português, matemática, história, geografia, ciências... Tem uma diretriz preparada com livros prontos, os professores possuem conteúdos para cada série em que atuam, seguem um padrão já estabelecido por autores e editoras, os professores de Educação Física não tem este privilégio, tendo de pesquisar muito para conseguir os conteúdos. No nosso campo de atuação tem de conviver com várias realidades diferentes, cada escola, cada ambiente necessita de um planejamento especifico diferentemente das outras disciplinas, na qual seu conteúdo pode ser aplicado da mesma forma em realidades totalmente distintas. A educação física precisa de espaço e material próprio para desenvolver suas atividades. Por ser amplo seus leques de atuação podem utilizar da arte, da dança, da música, dos exercícios físicos, da ginástica, das modalidades esportivas, da recreação, das artes marciais, do lazer, das competições, das academias... Enfim atuamos como nenhuma outra disciplina e é isto que a torna riquíssima em conteúdos e atividades.
Nas instituições em que a educação física é valorizada, há investimentos em recursos humanos e materiais, torna-se uma ação dinâmica onde se traduz numa comunidade que resplandece energia, força, vigor, vivacidade, as benesses são visíveis em todos os sentidos, primordialmente no referente à saúde, na qualidade de vida das pessoas envolvidos no processo das atividades na educação física.
Em muitas escolas existe a predileção pela disciplina educação física trazendo uma dinamicidade onde os alunos têm participação efetiva demonstrando satisfação em estar inserido no contexto dos jogos, da recreação, dos movimentos corporais no seu amplo campo de ação. Noutras a educação física passa a ser enfadonha, aborrecida, praticamente não há investimentos, esta disciplina passa ser insignificante diante da visão pequena e medíocre daqueles que não entendem seu real significado e valor para a educação global do desenvolvimento humano.
Nós, professores de educação física muitas vezes somos tachados de "professores da bola", visto como aquele educador que pretende somente passar o tempo da aula sentado e vendo os alunos jogarem bola. Professores com este perfil existem em minoria, é reprovável? Sim. Entretanto numa análise mais apurada devemos entender o que faz um profissional dar aulas repetidas vezes somente colocando seus alunos para jogarem bola? Existem justificativas? Sim.
Considere esta realidade. As aulas de educação física são ministradas no horário normal das outras disciplinas. A escola não possui nenhum recurso material, nem ao menos uma bola, nada, nada. O pátio interno é amplo, porém o mato e a lama predominam em maior extensão restando apenas um pequeno campo de futebol com duas traves, duas quadras ao ar livre, pequenas, sem nenhum padrão de medidas, com seu piso todo comprometido com buracos e muito saliente. A aula deve ser dada na sala. O professor planeja conteúdos de relaxamento, alongamentos, recreação, jogos de salão, aplicação de textos. Imediatamente é rebatido pelos alunos que alegam em não querer estas atividades, reclamam que já passam a semana toda em sala de aula, sentados, recebendo conteúdos das outras disciplinas e não agüentam mais as salas, querem é sair e usar os espaços ao ar livre, movimentar-se, afirmam categoricamente que educação física tem de ser no campo ou na quadra. O professor leva-os para o campo, para a quadra, tenta ministrar aula de recreação, coloca-los em circulo, em fileiras, alguns obedecem à maioria não, mostram insatisfação nos procedimentos utilizados pelo professor, todos exclamam que querem mesmo é jogar bola. Os alunos em sua maioria são da periferia, alguns de favelas, revelaram nunca ter praticado aulas de educação física, são fora da faixa etária correspondente a sua série. O professor tenta dialogar, mostrar a importância de desenvolver outras atividades além de jogar bola, os alunos ameaçam ir embora, demonstram revolta. Solução. Jogar bola. A pratica exigida por eles em todas as aulas é jogar bola e prevalece por todo um período. O professor planeja inserir outras modalidades como voleibol, handebol, queimado... Em parte é aceito e começa a mudar somente a pratica do jogo de futebol em dias alternados, mas a predominância é a bola. Raros são os alunos que fogem desta pratica e vai jogar xadrez, dama e buscam sempre outras novidades que o professor oferece.
Daí é que surgem os professores da bola, onde a situação vivida exige adaptar-se a realidade da comunidade escolar e somente com o tempo podem mudar a concepção da cultura do jogo de futebol enraizada na alma do brasileiro. Precisa de muita paciência, dedicação, planejamento, estratégias, força de vontade, cativar os alunos com amizade, pouco a pouco induzir a prática da cultura corporal onde todos vejam o corpo como um todo, onde tem de utilizar mãos, braços, pés, pernas, abdômen e "cabeça" não somente para cabecear a bola, mas também para pensar e ver a possibilidade de usar o espaço e tempo oferecido em sua totalidade com funções diversificadas.

Texto do Prof. Willian Pereira
Professor da Escola Estadual Padre Alfredo – Mossoró – RN
http://educacaofisica80aulas.blogspot.com.br/2010/02/coletanea-de-textos-do-profesor-william.html

ARTIGOS EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR, TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS, CRÔNICAS


O que é Educação Física?

Professora Suzi - MEEF
EDUCAÇÃO FÍSICA HIGIENISTA

A Educação física Higienista é um produto do pensamento liberal, principalmente no âmbito da escola, como “redentora da humanidade”. É uma concepção particularmente forte nos anos finais do Império e no período da Primeira República (1889-1930).
Nesta época ainda chamada de Ginástica, a educação física tinha seu objetivo na ênfase da saúde em primeiro plano. Para esta concepção, cumpre à Educação física um papel fundamental na formação de corpos (homens e mulheres) sadios, fortes, dispostos à ação e preocupados com o saneamento público, na busca de uma sociedade livre das doenças infecciosas.

 EDUCAÇÃO FÍSICA MILITARISTA

A influência militarista na Educação Física brasileira foi um elemento forte e duradouro. Em 1921, através de decreto, impôs-se ao país como método oficial, o famoso “Regulamento n. 7”, ou” Método do Exército Francês”. Em 1931,colocou a Educação Física como disciplina obrigatória nos cursos secundários, assim, o “método Francês” foi estendido à rede escolar. Em 1933 foi fundada a Escola de Educação Física do Exército, que praticamente funcionou e coordenou o pensamento militarista durante as duas décadas seguintes. Sua concepção era o “aperfeiçoamento da raça”, funcionando como atividade de “aceleradora do processo de seleção natural”, e tinha como princípios o homem adestrado e obediente.
A Educação física Militarista teve por objetivo a obtenção de uma juventude capaz de suportar o combate, a luta, a guerra. Para isto, ela deveria ser suficientemente rígida.

EDUCAÇÃO FÍSICA PEDAGOGICISTA

A Educação Física Pedagogicista é, pois, a concepção que vai reclamar da sociedade a necessidade de encarar a Educação Física não somente como prática capaz de promover a saúde ou disciplinar a juventude, mas ser uma prática eminentemente educativa.
Nesta concepção, os conteúdos e a prática da educação física na escola instrui e educa o aprendiz, por ser um instrumento capaz de levar a  juventude a aceitar as regras de convívio social e suas peculiaridades culturais, físico-morfológicas e psicológicas.
Esta concepção ganha força principalmente no período pós-guerra (1945-1964). O liberalismo subjacente à Educação Física Pedagogicista está impregnado das teorias psicopedagógicas de DEWEY e da sociologia de DURKHEIM.
Todavia, essa nova concepção inaugura formas de pensamento que alteram a prática da Educação Física e a postura rija e/ou higiênica do professor de Educação física. É, também, principalmente a esta corrente que devemos a legalização e sobrevivência da educação física no Brasil e no mundo.

EDUCAÇÃO FÍSICA COMPETITIVISTA

A partir dos anos 20 e 30, o desporto de alto nível ganhou espaço no interior das sociedade brasileira e, consequentemente, da Educação Física. Já nos anos 60-70, o desporto de alto nível fica subjugado a Educação Física, tentando colocá-la como mero apêndice de um projeto que privilegia o Treinamento Desportivo.
Assim como a Educação Física Militarista, a Educação Física Competitivista também está a serviço de uma hierarquização e elitização social, a partir de um conjunto de medidas. Seu objetivo fundamental é a caracterização da competição e da superação individual como valores fundamentais e desejados para uma sociedade moderna, na qual a Educação Física volta-se para o culto do atleta-herói.
No âmbito da Educação física Competitivista, a ginástica, o treinamento e os jogos recreativos... ficam submetidos ao desporto de elite e de performance.

EDUCAÇÃO FÍSICA POPULAR

No final da Ditadura do Estado Novo, veio à tona o Movimento Operário e Popular, formando assim, os Comitês Populares Democráticos, preocupados com o sistema educacional e também com a questão do lazer e da Educação Física, reivindicando do Poder Público, mais escolas, quadras esportivas, jardim de infância e praças.
Ao contrário das concepções anteriores, a Educação física Popular não revela uma produção teórica (livros, períodos, teses, etc.), ela se sustenta quase que exclusivamente numa “teorização” transmitida oralmente entre gerações de trabalhadores deste país.  Todavia, é possível resgatar uma concepção de Educação física que, veio historicamente se desenvolvendo com e contra as concepções ligadas à ideologia dominante. A novidade é que a nova tendência não se preocupa com a saúde publica -, pois esta questão esta ligada a organização econômica e política do país - tampouco se preocupa em disciplinar “corpos” e, muito menos, está voltada para busca de medalhas. Para a massa trabalhadora, a tendência se reveste, antes de tudo, de ludicidade e cooperação, e aí o desporte, a dança, a ginástica... assumem um papel de promotores da organização e mobilidade da classe trabalhadora.

EDUCAÇÃO FÍSICA CRÍTICO SOCIAL

É curioso observar, que até a década de 70, talvez por seu caráter aparentemente inócuo, a Educação Física não encontrava oposição a perspectiva conservadora e utilitária que reveste suas práticas. A aptidão física, a esportivização e a ideia de neutralidade política da prática pedagógica eram o ideal inalienável da época.
A partir da década de 80, como vários autores assinalam ( Bracht,1992; Coletivo de Autores, 1992; Castellani Filho,1994; e outros), a educação Física passa por movimentos renovadores e é nesse âmbito que se pode localizar a concepção conhecida por pedagogia crítico-social.
Nessa perspectiva de Educação Física o objetivo não é o aprimoramento das capacidades físicas ou o rendimento esportivo, mas sim o de propiciar aos alunos a apropriação crítica da cultura corporal historicamente produzida pela humanidade.
Dentro desta perspectiva, a Educação Física se reestrutura como prática reflexiva, uma atividade capaz de olhar criticamente à si própria no decorrer do seu desenvolvimento, além de enxergar, que os conteúdos tradicionais da Educação Física também possuem uma história valorável.
O professor deve organizar o processo educativo de tal modo a possibilitar ao aluno a apropriação da cultura historicamente elaborada pela humanidade, ou seja, a Educação Física deverá deixar de ser uma “prática cega”, para transformar-se num real complexo educacional capaz de, efetivamente, desenvolver as tão proclamadas potencialidades humanas.


O que é Educação Física?

À medida que o corpo é disciplinado, a conduta humana está sendo disciplinada.

Você sabe o que é Educação Física? O termo Educação Física remete à ideia de educar o físico. Mas o que isso significa? Fortalecer a musculatura? Praticar esportes? Adquirir postura? Bem, a Educação Física nasceu como uma disciplina cujo objetivo era disciplinar os indivíduos a partir dos seus corpos. Ou seja: a Educação Física está historicamente atrelada a um método de dominação do indivíduo.

Para melhor compreendermos como esse processo acontece, é necessário recorrer a um conceito importante do filósofo Michel Foucault: corpos dóceis. Segundo ele, a sociedade moderna (constituída a partir das Revoluções Industrial e Francesa) foi marcada pelo êxodo rural e consequentemente pelo inchaço de pessoas nas grandes cidades europeias. Dito de maneira bastante simplificada, uma vez que as autoridades não tinham pessoas suficientes para trabalhar, foi preciso desenvolver um método em que as pessoas controlassem a si mesmas: a vigia. Trata-se de um mecanismo em que a pessoa se sente vigiada constantemente e que, portanto, dificilmente fará algo que contrarie as regras sociais. Um desses mecanismos é o controle do corpo: ora, à medida que o corpo é disciplinado, sua conduta está sendo disciplinada. É possível, portanto, entender que tornar o corpo dócil – ou disciplinado – já foi um dos papéis fundamentais da Educação Física.

Hoje em dia as coisas mudaram. Há alguns autores, como Medina, por exemplo, que afirmam que a Educação Física não cuida apenas do corpo, mas antes de tudo da mente. A conotação atual do conceito de Educação Física é a de que esta é uma área que trabalha não apenas o corpo em movimento, mas que trabalha a partir do corpo em movimento. Explicando: o objetivo dessa disciplina não é fazer com que as pessoas saibam jogar basquete, mas sim que elas consigam vivenciar essa prática, compreender sua origem, estruturar reflexões sobre o comércio envolvido nos materiais esportivos, sobre a compra e venda de atletas, dentre outras coisas. É por isso que Medina afirma que a Educação Física trabalha corpo e mente.

Outra coisa importante para entendermos melhor a Educação Física é esclarecermos quais são os conteúdos que devem ser ensinados na escola. Você sabe que os conteúdos de Matemática ou de Língua Portuguesa são bem estruturados e deve saber dizer o que está aprendendo nesse momento. Mas você sabe dizer se na sua aula de Educação Física isso também acontece? Você está aprendendo alguma coisa nova nessa matéria? Há um documento do governo federal chamado “Parâmetros Curriculares Nacionais” que apresenta em blocos todos os conteúdos que o professor deve trabalhar ao longo do ensino fundamental. Os blocos são:

1. Esportes, lutas, jogos e ginásticas – Concentram-se neste bloco todos os esportes individuais ou coletivos, os diversos tipos de lutas, jogos populares e/ou tradicionais e diferentes tipos de ginásticas;

2. Atividades rítmicas e expressivas – Localizam-se aqui os diferentes tipos de dança (popular, folclóricas, clássicas, de salão e contemporânea), além de outras práticas que se utilizem do corpo como meio expressivo, tal como o teatro;

3. Conhecimentos sobre o corpo – Este bloco talvez seja o mais importante à medida que se relaciona com os outros dois. Propõe que o professor trabalhe aspectos biológicos, anatômicos e sociais referentes ao corpo, estimulando aulas teóricas em sala de aula.

Assim, é importante que você reflita se o seu professor já propôs atividades diferentes como capoeira, dança moderna, teatro ou corrida de obstáculos para a sua turma. Isso porque todos esses conteúdos, essa diversidade de práticas corporais, fazem parte do currículo escolar. Caso contrário, pergunte ao seu professor quando ele planeja abordar atividades diferentes com vocês. Quem sabe sua sugestão ou curiosidade não pode resultar em uma aula bem interessante!


Por Paula Rondinelli
Doutoranda em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo – USP



CORAÇÃO DA AMAZÔNIA PARA DE BATER POR FALTA DE ÁGUA


Prof. Renã Leite Pontes


Basta algum pecuarista, ao cavoucar um buraco para fincar um âmago de amarrar boi, ou arar a terra para plantar capim - em qualquer das margens, ao longo dos milhares de quilômetros da BR-364, que logo se rompe um cabo de fibra óptica e pronto, voltamos ao início do século passado, um total isolamento. Instala-se a situação recidivante, risível, fleumática na capital do Estado do Acre: a região fica sem comunicação, a população isolada do mundo cibernético, um caos para os habitantes, o comércio, as comunicações.

Não bastasse o fato de a Internet riobranquense ostentar o nada garboso status de pior Internet do Brasil, país que segundo estudo da Organização das Nações Unidas – ONU, tem uma das piores redes de internet do Mundo, ficando atrás do Quênia, Marrocos, Sri Lanka, Turquia e até do Vietnã. O citado estudo, amplamente divulgado na mídia brasileira, ainda é taxativo em afirmar que a internet brasileira é a mais cara dentre todos os paupérrimos países supramencionados.

Na véspera do fatídico 11 de setembro (2012), o mau funcionamento dos serviços essenciais prestados aos nossos cidadãos, cumulou e a cidade teve um anoitecer difícil. Enquanto os candidatos a sucessão municipal trocavam “farpas” e prometiam melhorar a qualidade de vida da população, a energia elétrica caía mais do que bêbado de muleta; sequer os telefones de emergência completavam as ligações da operadora oi; os portões eletrônicos não funcionavam, forçando os motoristas a estacionarem os seus carros na rua; também não funcionava a internet e, por imposição da falta de luz, os aparelhos de TV e de ar condicionado.

Para agravar o quadro acima exposto, com vários bairros da capital às escuras, os citadinos, submetidos à sensação térmica de 40 graus, ouviram – quando restabeleceu-se a luz – os dignitários do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco - SAERB anunciarem na mídia televisiva, que nos próximos trinta
dias, o órgão administrará o desabastecimento hídrico dos bairros altos da capital, porque quebrou uma peça da - dizem eles - máquina de filtrar algas.

Procurando entender as causa do nosso problema da falta d’água, líquido precioso e essencial à qualidade de vida nas cidades, penso que seria edificante se a SAERB respondesse o porquê de, desde a sua fundação em 1971, (a empresa chamava-se SANACRE) seus gestores - incluída a gestão atual - ainda não haverem alcançado planificar seu estoque de peças de reposição, bombas reservas e diagnosticado quais os implementos de maior desgaste no coração do sistema de abastecimento hídrico da capital. Isso é o planejamento mínimo que uma empresa de serviços públicos deve fomentar.

Vamos nos deter um pouco mais para avaliação da situação. Submeter a nossa população a ficar sem (ou com pouquíssima) água, neste calor de setembro, por 30 dias, por causa da falta de uma bomba d’agua, cano ou rolamento, tenha paciência! Alguém pode explicar, mas não há quem entenda, em especialmente, nestes tempos difíceis de mudanças climáticas, causadas pelo efeito antrópico.

Recordemos que o acesso à água na Amazônia é uma compensação às pessoas daqui, pelos incômodos causados pelo excesso de radiação solar e sufocante sensação térmica, em uma área considerada por alguns estudiosos como Anecúmena (região que oferece dificuldades e obstáculos naturais à sobrevivência humana: risco à saúde, isolamento, calor, frio, umidade, seca).

Tenho pensado, ainda, que a população de Rio Branco já merece ver na direção do SAERB, diretores e técnicos que apliquem, com melhor rigor científico, os pressupostos modernos do planejamento, diagnóstico, investimento em longo prazo, perspectiva, intervenção, etc. Ao que temos

testemunhado, até a presente data, os gestores que se apresentaram na direção daquele órgão, têm, simplesmente, apelado para o vício das explicações tautológicas - tentando explicar o inexplicável, trazendo sofrimento ao povo e deixando a população da Amazônia – região que contém 20% da água doce do planeta - sem o precioso líquido. Deste modo, imigramos de uma situação irônica para uma tragédia total. Em pleno século XXI, indaga-se: onde estão os modernos administradores do mundo globalizado? O Acre é o coração da Amazônia, que hoje bate com pouca água (e pressão baixa), pela precariedade dos serviços públicos aqui oferecidos, em especialmente, estes das redes de telecomunicações que nos conectam com o resto do mundo.

Necessitamos de energia elétrica de qualidade e provenientes de fontes ecologicamente viáveis, a preço justo. Também precisamos de tecnologia que funcione! É imperativo pisarmos no solo do século XXI.

http://www.avspe.org/index.php?pg=mtexto&idt=1225&ttt=Cr%F4nicas%20para%20a%20mem%F3ria

COMENTÁRIOS
Título do Comentário: Indignação
Escrito por: Angela Alencar em 15/09/2012 19:29:43

Prezado professor Renã,
Você como sempre sabendo utilizar as palavras com muita classe e elegância e tendo um senso crítico apurado com relação aos problemas de nosso cotidiano. Estas questões, por incrível que possa parecer, já fazem parte do nosso cotidiano. Mas, que bom que alguns não ficam calados diante destes fatos. Você está certo em se mostrar indignado diante desta situação e acho até que deveria publicar esta matéria, não só neste site, mas em jornais de circulação no Acre, porque seus textos são muito bons e importantes.

Título do Comentário: Pertinente essa crítica.
Escrito por: Luisa Lessa Karlberg em 14/09/2012 10:31:39

O escritor Renã Pontes retrata bem a situação do Acre que, em pleno século XXI, recebe, do poder público e outras empresas, serviços de péssima qualidade, num total desrespeito à população generosa e carinhosa do Estado. É inexplicável, por exemplo, a cidade de Rio Branco sofrer desabastecimento hídrico porque bombas de sucção queimam. Afinal, há indústrias que vendem bombas, elas não foram fabricadas para funcionamento ad eternum. Também, não há justificativas para isolar o Acre do mundo alegando vento, chuva, plantação de roçados, etc. Essas desculpas são uma escancarada vergonha. Parabéns, poeta, continue a nos brindar com seus textos.

Luisa Lessa Karlberg É Pós-Doutora em Lexicologia e Lexicografia pela Université de Montréal, Canadá; Doutora em Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ; Membro da Academia Brasileira de Filologia. 

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Técnica do Voleibol 2013 - Pelo Prof. Renã Leite Pontes


FUNDAMENTOS DO VÔLEIBOL

Iniciação ao voleibol escolar: executando corretamente a manchete - Pelo Prof. Renã Leite Pontes
Movimentação no voleibol de quadra
São três as movimentações básicas necessárias ao jogo de voleibol.
Movimento no espaço da quadra.
Movimento em relação a bola, em tempo e espaço.
Posicionamento do corpo antes do contato com a bola.

Saque
Definição: É o ato no qual o atleta ocupante da posição “1” da quadra, envia - através de um golpe com a mão fechada - a bola da sua área de saque, com destino a área dos 81 m2 da quadra contrária. Para o golpe, a bola deverá estar solta. Será direcionada para a quadra do adversário e passar por sobre a rede e entre as antenas.
Informações gerais
É um fundamento classificado como princípio de ataque.
Inicialmente destinava-se apenas a colocar a bola em jogo.
É iniciador do jogo e de uma cadeia de ações vantajosas para a equipe que o executa corretamente.
Inicia o jogo ofensivo.
Pode ser decisivo, em partidas que as equipes têm aproximadamente o mesmo nível técnico.

Toque (ou toque por cima)
É uma ação de controle, utilizável tanto na defesa, quanto no ataque, desde que bem executado. Consiste em arremessar a bola para frente, para trás, para as laterais ou para o alto, de acordo com o objetivo, respeitando a técnica:
Os dedos do jogador devem estar normalmente relaxados.
Os polegares ficam abertos uns 05 (cinco) centímetros, em média, ou a largura de uma “pala” da bola.
Os pulsos do jogador devem estar voltados para trás e mais acima da linha da cabeça.
Os dedos indicadores e polegares do jogador devem formar um triângulo e o olhar do jogador deverá estar atentamente voltado para esta figura.
Os cotovelos do jogador deverão posicionar-se acima da linha dos ombros deste, mantendo-se mais abertos que os ombros do atleta. Neste último caso a perfeição técnica será mais bem visualizada, quando o atleta for observado em vista frontal.
O jogador deverá “entrar” debaixo da bola mantendo os joelhos flexionados, baixando seu centro de gravidade, o que lhe conferirá melhor equilíbrio.

Manchete (ou toque por baixo)
Este fundamento também é conhecido como recepção.
Definição
É uma ação de defesa em que, dentro de um dispositivo próprio, o jogador tentará receber o saque adversário efetuando, na maioria das vezes, um passe para o levantador.
Informações Gerais
Seu erro resulta em um ponto a mais para o adversário.
Influencia diretamente a plástica, qualidade e continuidade do jogo, principalmente a continuidade e qualidade do ataque.
Favorece armações e recuperações das bolas mais afastadas da rede.
É elemento essencial nas realizações das defesas das cortadas.

Ataque ou Cortada
Definição
É o gesto mais espetacular do jogo. Consiste no ato de golpear a bola para a quadra adversária na tentativa de vencer o bloqueio e a defesa contrária.
Informações Gerais
É o gesto mais espetacular do jogo.
Principal fundamento de ataque.
Exige domínio, força, velocidade e precisão.
Suas qualidades desejáveis são:
Regularidade.
Precisão e potência.

Bloqueio
Definição:
É a tentativa de interceptar a bola vinda da quadra contrária, atacada sobre a rede por um ou mais jogadores de defesa.
Informações Gerais
É um princípio básico de defesa.
Apareceu no início da década de 20 executada por por um jogador (simples) até o final dos anos 30, quando evoluiu para o bloqueio duplo e triplo.
Sua introdução provocou diversas mudanças no voleibol, principalmente as de ordem tática.
É a base de toda defesa e o ponto de partida para o sistema defensivo.
São finalidades do bloqueio:
Deter ou amortecer a bola vinda do adversário.
Reduzir as áreas de ataque.
Neutralizar a ação do atacante.
Vale aqui destacar, que o fator mais importante a ser considerado pelo jogado para realizar eficientemente o bloqueio é a abertura correta, à lateral, dos pés. Este posição inicial facilitará seu impulso à vertical e garantirá o equilíbrio inicial, a fim de que o jogador não cometa a infração de “toque na rede”.
O elemento tático:
A tática individual no voleibol está sujeita ao tipo de saque e local de sua execução, e ainda:
A escolha da variante técnica.
Para onde enviar a bola.
A possível área de cobertura do atleta.
Elementos consideráveis na questão técnica:
É mais fácil andar para frente.
O canhoto deve se colocar mais à direita.
É melhor irem dois na bola que não ir ninguém.
A responsabilidade, na dúvida é do mais hábil passador ou líbero.
A segurança emana da precisão.
É melhor passar alto que mais rasante.
É preferível a utilização de passes adequados ao nível da equipe.
A distância em que os atacantes devem se colocar para o bloqueio, varia de acordo com o sistema de ataque adotado pela equipe adversária. Se o ataque ocorre, a exemplo, na maioria das vezes nas extremidades da rede, os bloqueadores podem se colocar mais lateralmente e separados. Somente no momento do ataque, o “jogador de meio” deverá unir-se ao companheiro, no caso de ensejarem um bloqueio duplo.

Mergulho (Peixinho).
A técnica é mais usada no masculino, porque exige força dos braços e habilidade para proteger a região peitoral. Foi introduzida no voleibol pelos asiáticos e depois  desenvolvida e praticada com afinco por todas as equipes de alto nível, nas diversas partes do Planeta, uma vez que possibilita a recuperação de bolas, por outros meios, antes inalcançáveis. O fundamento - bem executado - constitui pré-requisito para todo bom defensor.
Para iniciação da aprendizagem do gesto é recomendável que se inicie a aprendizagem, a partir dos rolamentos: para frente, às laterais e para trás.
Observando a realização do fundamento, verificamos a semelhança do movimento com o “mergulho” e os “voos” na ginástica artística. Como o rolamento requer atenção na realização, é aconselhável o acompanhamento pelo professor para a sua realização, a fim de minimização dos riscos de lesão graves e traumas durante os treinamentos. Há jogadores de equipes adultas que não mergulham por receio da queda e lesões. O que mais ocorre no alto rendimento, é o caso de atletas bem trainados realizarem o fundamento sem nenhuma dificuldade e com uma eficiência surpreendente.

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