segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

NOVELA RENÃ – CAP. XIV


NOVELA RENÃ –CAP. XIV



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O jantar transcorria alegremente com a presença de importantes artistas locais. O próprio governador do Rio de janeiro estava presente com a família, acompanhado de  alguns secretários de estado, posto que o Dr. Farias– na mais recente eleição -  fora seu maior colaborador em matéria de “doação de campanha”.

Todos comiam e bebiam no restaurante do Navio Soberano II, da Fábrica de Sardinhas, quando o anfitrião pôs-se em pé e pediu a palavra:

- Bem, senhor Governador e distinta família, amigos, meus gerentes, autoridades em geral, demais convidados. O objetivo deste “almoço isento de formalidades” e importantíssimo para a gestão das nossas empresas,  o motivo pelo qual lhes chamei aqui é para comunicar-lhes o meu afastamento imediato da linha de frente da gerência das minhas empresas na América do Norte, no Brasil e na Europa, desde o Porto espanhol de Sanlúcar de Barrameda até a Bahia de Guanabara , no Brasil....  e dizer-lhes que meu assessor especial, o senhor Armando César, será meu substituto de hoje em diante. 

Reinava o silêncio. A voz do anfitrião em chefe encheu o ambiente da luxuosa embarcação:

- César, levante-se para que os presentes possam  conhecer o  novo diretor!

O empregado obedeceu e levantou-se, afastando a cadeira de si, sem contudo empurrá-la e permaneceu em pé, em silêncio.

- Ao nosso novo diretor eu dedico este jantar – continuou o chefe.

Sheila – a moça do incidente no Meridien Hotel, engoliu à seco.

- A contar desta data – continuou o Dr. Farias -  não mais comparecerei aos meus escritórios pessoais. Qualquer assunto que queiram tratar comigo, o interessado deverá reportar-se ao meu secretário pessoal. As atribuições de nomear e demitir, de agora em diante, também, repousarão sobre os ombros dele. Gostaria que vocês colaborassem com ele assim como sempre colaboraram comigo para a saúde do nosso grupo empresarial.

Os presentes permaneceram em silêncio, enquanto Sheila alternava não conseguia parar de olhar para Armando. Mais uma vez, a presença daquele rapaz e as circunstâncias lhe causava incômodo. Que relação teria este evento com aquele acontecido no Meridien? - refletia a moça.

- Uma salva de palmas para o meu novo assessor – exclamou o anfitrião.

À fala do chefe, soou uma saraivada de encontros de mãos. Terminadas as palmas, o novo chefe fez pronunciar algumas simples e poucas palavras:

- Farei o que estiver ao meu alcance para servir-lhes e não decepcionar ninguém. Obrigado a todos, obrigado Dr. Farias  pela confiança. E olhando fixamente para Sheila – acomodada entre seus pais – finalizou:

- Estou muito feliz com a sua presença, senhorita. Ato seguido, sentou-se.

Ninguém sabe por conta de quem, depois da animação do vinho, o pai de Sheila, Dr. Roberto Baldoqui, começou a contar piada. A esta altura, após o prato principal, os convidados já estavam bem servidos da melhor comida e igualmente animados, a custa do vinho. Foi aí que a Profa. Baldoqui, escritora e historiadora,  resolveu abordar o assunto das profecias Maias, do Apocalipse e do fim do Mundo. Pesquisadora e conhecedora do assunto, comentou a respeito da profecia maia que vaticina o fim do Mundo para o período de vinte e um a vinte e quatro de abril de dois mil e dezesseis.

- Esta é a interpretação que encontra maior abrigo pela maioria dos teóricos – concluiu a mulher.

Intencionando quebrar o peso do “clima” da troca de chefias e querendo “entrosar”  o novo chefe com seus subordinados, o Dr. Farias  dirige-se a ao novo gerente geral, que até o momento apenas ouvia atentamente as falas dos presentes:

- E o nosso novo chefe, não tem medo do fim do mundo, sendo ainda jovem?

- Não senhor, ao contrário, o comentário da senhora, o que fez, foi recordar-me de uma piada ocorrida há tempo, em uma vila portuguesa, envolvendo uma senhorita e um cidadão  na boa idade.

- O senhor teria a bondade de nos contar a tal piada? – solicitou uma das damas presentes.

- Claro, com prazer – respondeu educadamente César Armando, já iniciando a história.

- Bem, ocorreu que com a gripe do porco, houve uma vila no interior de Portugal, conforme já falei, onde começou a morrer tudo que era de velhinho. Havia por  lá uma certa enfermeira viúva que cuidava dos doentes. Um dia apareceu no hospital da aldeia um velhinho gripado, desse que se tem de moer batatas para ele engolir.

O homem possuía dinheiro no banco, muitas propriedades, bens e haveres, contudo era sozinho no mundo. Acostumado ao conforto, o velhote requisitou a citada enfermeira que lhe atendesse no domicílio de uma elegante mansão, sob pródiga compensação financeira. No interior da mansão do ancião, ao ver a mobília, os carros, as obras de arte valiosas, a fina prataria... Partindo do pressuposto de que o cristão não tinha por vivo, parente ou aderente, um plano malvado começou a engendrar-se na cabeça da enfermeira...

À noite, em casa, durante o jantar, a profissional de saúde questiona a única filha:

- Filha, você não pensa em fazer seu futuro, já que seu pai não nos deixou herdade para suprir nossas necessidades futuras? Porque – na vida de uma pessoa - o cavalo selado só passa uma vez!

Dado o preâmbulo, a moça correspondeu com singular interesse, querendo inteirar-se do assunto, porque também era igualmente cobiçosa.

- Então, filha, há um velhinho na aldeia, que atendo em domicílio, rico rico e viúvo, sem filhos ou parentes. Está morre e não morre. Por que você não casa com ele para herdar-lhe os haveres? Um velhinho daquele é facílimo de conquistar por uma moça bonita como você. O coitado, acho que já não consegue sequer pensar em sexo. Vai ser um casamento só de paciência,  aparências e lucro para nós duas. A questão é casar e esperar o velhinho morrer com paciência porque – onde estará um velhinho daquele daqui a cinco anos?

A moça assentiu e deslancharam o plano.

No outro dia, durante a visita de rotina domiciliar, a enfermeira mostrou-se demasiado simpática e convidou o paciente para “cenar” em sua casa. O homem ponderou um pouco por causa – segundo o próprio - da dificuldade que tinha de locomover-se, mas depois animou-se e concordou cabalmente.

- Como não, como não minha senhora!

Durante o jantar, a moça da casa começou a dar mostras de cuidados e simpatia para com o velhote.

- Segundo a mãe, a moça era do tipo que dizia que gostava de homem maduro -

Durante o almoço, a senhorita afagava, sorria e servia o prato do convidado. A anfitriã, quando percebeu que o homem estava mais “vidrado” na moça que na “sopinha”, resolveu desembaralhar o plano:

- Minha filha! Você parece que não sei, que está demonstrando muito interesse pelo meu amigo. E “a” e “mais” e “mas o que está acontecendo”?

- Sabe, mãe – respondeu a moça, meio trêmula e com ares de timidez – desde que este simpático cavalheiro entrou na nossa casa, meu coração disparou. Estava aqui parada e uma voz me falou baixinho na minha consciência que este nobre senhor é a minha alma gêmea separada e perdida de mim desde que pecamos e Deus nos expulsou do Éden.

- ato seguido a moça caiu em triste e copioso pranto com lágrimas de crocodilo -

Ante a inusitada ideia, o velho foi se animando, foi se agradando da moça, de modo tal, que foi se inchando tanto que o episódio até lembrava aquela famosa historia espanhola, o caso da  “Fábula da Rana Rupta”.

A mentora do malíssimo plano pecuniário, reconhecendo a firmeza do terreno, prosseguiu com o estratagema:

- E o senhor, que achou da minha joia rara?

- É um tesouro! É cheirosa! Acho que daria uma excelente esposa porque é atenciosa, sensível e bonita por demais!

- Então, por que o senhor não casa com a minha menina para alegrar os seus dias? Eu tenho esta única filha, moça excelente, e tenho medo de morrer e deixá-la desamparada. Ai! A mulher começou a chorar, numa encenação surda, capaz de arrebatar a estátua do “Oscar” das mãos da atriz norte-americana Marlee Matlin.

- Como não, como não! – respondeu afirmativamente o homem.

E deu-se o casamento. Na noite de núpcias, a esposa sofreu amarguras nas mãos, quer dizer n... do ancião. O casal já se amava havia pouco mais de três horas... até que o homem deu por encerrado o ato.

Quando o ancião soltou a jovem, a mulher questionou:

- homem, mas que coisa!

Entendendo que a esposa havia reclamado do fraco desempenho o cidadão respondeu - Desculpe mulher, - mas ocorre que hoje não me sinto bem disposto, porque tive um dia cheio e você também.

A recém-casada tremeu-se toda.

César Armando calou-se fazendo uma pausa para o "drink", já que os presentes riam descontroladamente.

 Muito bem, vamos parar de rir e continuar com a  história - reclamou um cavalheiro

Sim, claro – exclamou Armando continuando a história:

- Bem, ocorre que o matrimônio deu vida nova e energia ao noivo. No outro dia os “pombinhos” viajaram em lua de mel para a cidade de Angra dos Reis, no Brasil.

Sob o sol de Angra, muito animados em um agradável resort, desta vez a relação dos nubentes já ia para mais de quatro horas, quando a esposa alarmada, gritou:

- Socorro, descansa homem, para marido, me matas, me matas...

Ainda um pouco insatisfeito, o homem largou a mulher e foi para a varanda. Transcorrido um pequeno espaço de tempo, a mulher escuta um barulho:

Tum, tum, tum, tum...

Assustada, pensando que eram ladrões, a mulher põe-se de espia e - finalmente - vê o marido batendo com o osso da canela na borda de cimento de um vaso de planta ornamental. A pobrezinha pergunta:

- Mas, homem, para que isto?

É quando, então, o marido responde:

- É para acalmar o feldspato!

- E que diabos é feldspato, marido, oras? – pergunta a esposa angustiada

É o nome do meu... - responde o homem “subindo pelas paredes”.

- Isto eu sei – retrucou a esposa -  queria era saber o que significa a palavra feldspato.

- Feldspato, respondeu, por fim, o homem - é o nome da rocha utilizada na construção das pirâmides do Egito...

Neste instante, os ocupantes da mesa desataram em riso: o óculos de um oficial médico, com oito  graus de miopia, espatifou-se no piso. O comandante da embarcação deu com a mão na beira do próprio prato e ficou coberto de mariscos. A esposa do gerente da Fábrica de sardinha da Região dos Lagos, ficou com o rosto em brasa, porque engasgou-se com a bebida e engoliu uma pedra de gelo.

Passado o riso, Dr. Farias fez uso de um branquíssimo guardanapo de algodão para refazer sua toalete e as mulheres puxaram seus espelhos para retocar a maquiagem. Voltou o silêncio acompanhado do  constrangimento geral.

Depois do silêncio, foi Sheila que se recompôs e tomou a palavra para “quebrar o gelo” e alimentar a conversa:

- Mas, senhor César, após ouvir a sua maravilhosa narrativa, não percebi a relação existente entre a mesma e o assunto que a motivou: o fim do mundo.

- César continuou impassível:

- Bem, senhorita. É que dei uma pausa para os risos... E continuou:

Por aquelas alturas dos acontecimentos inesperados e infindáveis, a coitadinha da mulher já havia compreendido que estava condenada a morrer antes do marido e ficou “maquinando” mil maneiras de se livrar do marido:

- De matá-lo não tinha coragem, porque não matava nem formigas; esperar pela morte dele? Haja vista a vitalidade demonstrada, sabia que ia morrer antes dele. ai meu Deus. Foi justo aí que a mulher lembrou-se do fim do Mundo, o Apocalipse e as profecias maias. Crendo seguramente que o marido só iria morrer quando o mundo acabasse, a pobre ficou fazendo as contas e, por fim, dirigiu-se ao próprio objeto da sua aflição:

- Marido! Você já ouviu falar nas profecias maias, que o mundo vai acabar em dois mil e dezesseis?

O homem, aos costumes, respondeu:

- Como não mulher, como não!

- Marido! – nesta hora a mulher falou tremendo porque lembrou-se de sua querida mãezinha -

- Hum!!!

- Se o Mundo se acabar mesmo em dois mil e dezesseis, de tudo o que há no mundo, o que você acha que poderá resistir ao fogo do Apocalipse?

- O homem pensou um pouco e, então, com um ar de solenidade, respondeu firmemente:

- Mulher, se o mundo se acabar com fogo em dois mil e dezesseis, o fogo acabará com todas as coisas da terra. Quando o fogo do apocalipse se apagar, a única coisa que poderá resistir será o feldspato.

Novamente, os ocupantes da mesa desataram em riso convulsivo. Uma senhora distinta, que até agora tinha se mostrado uma espécie exemplar em matéria de comportamento, se engasgou com um marisco, vertendo na sala o conteúdo da boca; um alto funcionário do Consulado Geral da Espanha no Rio de Janeiro, afastou abruptamente a cadeira da mesa de refeições, enquanto assumia a posição fetal, abraçando o ventre entre cólicas de riso; um renomado jurisconsulto carioca, homem de excepcional autoridade conceitual em matéria de Direito Criminal,- na tentativa de recobrar as maneiras,- empurrou a esposa, rasgando-lhe o  vestido longo de um ombro só, de chifon  e seda,  bordado com pedrarias e fios de ouro Marlene Blangê:

- Perdão, querida! Perdão!

- Já chega, homem! Nos mata! Nos mata! – exclamou o anfitrião – vamos chamar os serviçais e depois a orquestra. Quero que todos dancem, quero que todos saiam daqui contentes.

Às palavras do chefe, César Armando permanecia sentado e imperturbável.

- Dr. Farias olhava o empregado cheio de admiração e orgulho, crendo que o mesmo havia deixado uma boa impressão de pessoa culta, trabalhadora e progressista, frente aos presentes.

- Ele é assim mesmo, imperturbável como uma montanha, falava em tom de orgulho, como se falasse de um filho.

Rapidamente os empregados da sala retiraram a grande mesa, limparam tudo... foram dispostas, então, outras mesas menores, na proporção do número de convidados. Ato seguido, preparada e acomodada a orquestra,

Soou a música.


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sábado, 5 de outubro de 2013

CIRURGIA DA COLUNA: HERNIA DE DISCO E CUIDADOS NO PÓS-OPERATÓRIO

A ALEGRIA DE UM HOMEM QUE ANDA...
Nesta luminosa manhã, levanto a taça transparente e brindo à saúde. Ato seguido, trago -no estilo atlético que prediquei por toda a minha vida - um gole gordo d’ água doce do Rio Acre: arcano que continuo, não concebo o derramamento das águas.
Mas, o meu objetivo principal desta missiva é de registrar uma cabível e grata historinha: no dia mais difícil da minha vida (sete semanas em cadeira de rodas, motivada por queda de altura, fora do meu estado de origem) recebi um telefonema inesperado de uma professora da Escola Dr. João Aguiar (eu trabalhei lá em 1993). De pronto, reconheci a Professora (representando aquela equipe de bons professores) pela voz e nome. Ela me notificou que tomara conhecimento do meu quadro clínico por terceiros e manifestou a disposição da Equipe à ajuda -  por várias formas, inclusive financeira. À queima-roupa, perguntou-me de quanto e do quê eu estava precisando.
Naturalmente e educadamente declinei da ajuda financeira... afinal, dinheiro de trabalhador é energia sagrada. Disse à Professora que noticiasse aos colegas professores da E.D.J.A. que minha pessoa mantinha– e estava me valendo - de uma certa quantia  guardada para os dias difíceis, mas que se acaso necessitasse de alguma coisa, retornaria através daquele número. Escrevo ainda emocionado com a nobreza do gesto.
Gostaria de registrar publicamente que aquela atitude da Equipe D.J.A. me valeu por milhões de dólares, não de coisas materiais, mas de ânimo. Eu não me lembrava mais daqueles amigos e - por dez anos - não lhes fiz visita, mas eles não me esqueceram. Fiquem certos, amigos de que, pelo gesto, ser-lhes-ei eternamente grato.
Deixo registrado aqui, para que Deus tome nota e escreva nos registros da natureza que as companheiras Rosângela Castro e Clarice Teixeira Maia, também, me contataram oferecendo ajuda, inclusive financeira. Registro indispensável é asseverar igualmente que, está última oferta, também foi – por minha pessoa - gentilmente dispensada.
Já o meu presidente, o Poeta e Escritor Mauro D’ Ávila Modesto me prestou grande apoio e ajuda, merecendo, no caso, um capítulo em separado.
O amigo Jornalista Luiz Eduardo Lages, filho do, também, meu amigo, o saudoso General Mário Luiz de Lima Lages, idealizador da Fundação dos Estudos do Mar - FEMAR no RJ, me prestou importante ajuda na viabilização, escolha e abertura do leque de possibilidades de atendimento médico especializado, inclusive junto a Equipe Médica do Jóquei Clube de São Paulo - SP.
Grande ajuda também recebi por parte da minha família e irmã Maria Josefa de Pontes (nome/homenagem a minha saudosa avó paterna) e seu esposo Antônio, residentes em Senador Canedo - GO.
Deixo registrado aqui a gratidão eterna a minha cunhada Prof.ª Leuda Pereira e ao meu cunhado Francisco Vitoriano Filho, ao Dante, a minha cunhada a Dra. Maria Lúcia Ugalde, meu sobrinho Dr. Nick Andrew Ugalde, pelas providências: da compra das passagens aéreas até a limpeza da casa no meu retorno.
Tenho ainda que agradecer a um certo “anjo” chamado Rômulo Araújo - que alimentou os meus cães e cuidou da higiene da casa por este período difícil de cinco semanas, sem esquecer as minhas companheiras da Equipe pedagógica da SEE/AC: Prof.ª Glícia Conde, Prof.ª Cilene Gonçalves, Prof.ª Quinha Bezerra, Prof.ª. Lúcia Torres, Prof.ª Lurdes Pereira pela ajuda junto  a Unimed a fim de que esta se dignasse, embora tardiamente, a considerar a urgência da minha cirurgia.
Agradeço também o apoio da minha Coordenadora a Prof.ª Eliana Kusdra e dos meus Diretores - Prof. Valmir Nicácio e Geralda D’ Ávila, pelos telefonemas de apoio e por todas as providências que necessitaram tomar para ratificar o meu afastamento das atividades docentes; além dos Professores - Eudes Moura, Uilandia Mendonça, Gládis Assaf, Francisco Bandeira, João de Souza Lima; além das exemplares companheiras: Regina Teixeira e Jardilina Chaves.
Peço desculpas por não conseguir nominar a tantos nomes que, aqui, guardo na mente: desde o meu bom companheiro, o Historiador Assis Costa até o Delegado Regional do Trabalho no Acre, o meu irmão e Dr. Pedro Netto.
É imperativo e categórico registrar ainda os meus agradecimentos a pessoa do Juíz de Direito Levine Artiaga, Membro da Presidência da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás, pela intervenção – em meu auxílio – junto a Unimed GO e o bom e ascendente nome do meu companheiro de armas, o Advogando Roney Reis (Aline, Angélica e Juliano) funcionário do TJ/GO, pelo apoio, mobilização e hospedágem em sua residência.
Por fim, agradeço a Deus e a perícia do Dr.  Carlos Roberto Sampaio de Assis Drummond, Fundador do Instituto Drumond e Chefe da Equipe Médica do HGO, por através das suas competente equipe (Mayra, Tálita, Dr. Daniel...) e das suas mãos divinas ter me tirado da cadeira de rodas, um dia após milagrosa cirurgia realizada no Hospital Santa Helena, em Goiânia-GO.
Peço perdão as pessoas com mérito que aqui não agradeci. Os erros e a lógica do texto denunciam que este escriba ainda está em fase de recuperação, mas fiquem certos de que gratidão eterna lhes guardo empenhada.
Finalizo agradecendo a minha dileta e inseparável Esposa Maria do Socorro de Pontes que foi - naqueles dias aziagos - meus pés, minhas mãos e meu abrigo certo das horas incertas.
Escrevi um soneto ontem, para ver se ainda sabia escrevê-los,  através de conversas - na linha - com o poeta e amigo baiano Claudio Godi e minha Confreira Dra. Luísa Galvão Lessa Karlberg. Vou deixá-lo aqui abaixo para vocês apreciarem, com meu abraço agradecido, de um homem que anda...
Att.
Prof. Renã Leite Pontes
Autor de Diálogos Anversos e Inconsciente Coletivo
Membro Fundador da Academia Acreana de Poetas (Cadeira N 06),  Rio Branco - AC
Membro Efetivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE (Balneário Camboriú - SC)
Membro Honorário do Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais – InBrasCI (Rio de Janeiro - RJ)
Membro Vitalício da International Writers end Artists Associations - IWA, Toledo, Ohio, USA.
A Vida
___________________________________
Por Renã Leite Pontes
Vida, quem és senão sede animal,
carbono, movimento, cloro, amido...
o número de um verbo indefinido,
nervo guindado por hérnia discal?
Rasgo de sol fugaz e eucarionte,
extinto pela treva - à nona hora,
lume que brilha, “reina” e vai-se embora
sem mala e sem gibão, por trás do monte.
Quis, em vão, a reforma da saúde,
a proletária quis muito e amiúde,
desde menino cultuei ao Cristo
Pregando ao povo cheio de impotência,
com sede em frente ao mar. Oh, paciência!
na minha opinião a vida é isto.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

AVALIAÇÃO N2 101, 102 e 103 (Masculino)

Educação Física Curricular

Escola Prof. José R. Leite
Excelência em Educação

Pelo Prof. Renã Leite Pontes

Texto destinado aos meninos das turmas:
101(15 cópias)
102 (25 cópias)
103 (20 cópias)
Obs.: Estude o texto com atenção para obter boa nota na avaliação de Educação Física Escolar - N2. O professor recomenda sublinhar as palavras desconhecidas no texto e pesquisar no dicionário, uma vez que o SIGNIFICADO DAS PALAVRAS será solicitado na avaliação.


O Futebol de Salão e Seus Fundamentos

01- Domínio no futsal
Domínio é a habilidade de recepcionar a bola. O objetivo do professor ao ensiná-la é o de levar o aluno a exercitar a recepção da bola, utilizado as diversas partes do corpo.

02 - Controle no futsal
Controlar a bola é diferente de dominá-la. Enquanto esta ação trata-se da recepção da bola, aquela se refere a mantê-la no ar, com toques de uma e de outras tantas partes do corpo, sem deixá-la cair ao chão. É o que chamamos de embaixadinhas.

03 - Condução no futsal
A condução é quando se leva a bola pela quadra de jogo, sob completo domínio. Essa condução pode ser feita em linha reta ( retilínea) ou em ziguezague ( condução sinuosa) . As partes do pé utilizáveis para condução da bola no futsal são: a parte interna e externa do pé. Neste caso, a parte frontal do pé (o famoso “bico”) é muito ineficaz, também é considerado um erro, realizar a condução passando o pé por sobre a bola.

04 - Chute no futsal
Conceitualmente , o chute é dirigido à meta adversária, ensejando o gol, ou, em poucos casos inevitáveis, para afastar o perigo de um ataque adversário à nossa área de defesa. As possíveis trajetórias de chute, são: rasteira, meia-altura e alta. As principais maneiras de chutar são: com a parte interna e externa do pé, com o dorso (peito – para bolas em baixa suspensão no ar), semi-voleio, de veleio ou com salto acrobático, de bico e por cobertura.

Cabeceio no futsal
 A exemplo do chute, o cabeceio pode ser ofensivo e defensivo. Quem cabeceia o faz para marcar um gol, para defender a sua equipe ou para passar a bola para um companheiro de equipe. Um cabeceio pode ter diferentes trajetórias. Pode ser em linha reta, para o alto ou em direção ao chão. O local da cabeça que toca na bola determinará as trajetórias da bola.
 O local da cabeça que estabelece contato com a bola é o osso frontal (testa) do jogador - que neste instante deverá manter os olhos bem abertos, a mandíbula estabilizada (mordendo) para proteger os dentes, além de observar o jogo e sua intencionalidade.

 Passe no futsal
O passe é um elemento de ligação entre dois elementos de uma mesma equipe. É um fundamento, que bem realizado, faz diferença na qualidade de uma equipe. Em geral, passa-se a bola com os pés, mas também pode-se realizar este fundamento com a cabeça, peito, coxa e ombro.
O melhor passe no futsal (e mais usado) é com a parte interna do pé e rasteiro.
É classificado quanto à distância, à trajetória (altura), à execução (parte do corpo), ao espaço de jogo (quadra) e à habilidade:
Distância: Curto - até 4 metros; Médio - 4 a 10 metros; Longo - acima de 10 metros.
Trajetória: Rasteiro, meia altura, parabólico. 
Execução: com a parte Interna do pé, parte externa, parte anterior (bico), com o dorso do pé e de calcanhar.
Espaço de Jogo: Lateral, diagonal, paralelo.
Passes de Habilidade: coxa, peito, cabeça, ombro, parabólico ou cavado.

Drible no futsal
O drible é feito com posse de bola. Quem dribla, procura, com bola, passar por um adversário. Esse “passar pelo adversário” exigirá, diversas vezes, velocidade, outras apenas mudança de direção, outras, criatividade, ginga e outras ainda, todas estes atributos, simultaneamente. Entretanto, o que dificulta a habilidade de marcar é a perda do equilíbrio. Logo, o drible eficaz é aquele que provoca o desequilíbrio do adversário. Filosoficamente, este fundamento deve ser evitado e substituído pelo passe. Ou seja, o bom jogador deve procurar “ficar driblando”, o mínimo possível.

Finta no futsal
Finta, ao contrário do drible, é realizada sem bola e com o objetivo de obtê-la. Este fundamento tem ainda o objetivo de “enganar” o adversário para usurpar-lhe a posse de bola. A finta é um deslocamento ou corrida falsa, um vai e vem premeditado ou “pique falso”.

Marcação no futsal
Quem marca tem o objetivo de “desarmar” quem detém a posse de bola, tomando-lhe a mesma ou tirando-a. Este fundamento também tem por objetivo impedir que um segundo destinatário do passe receba  - com êxito - a bola, entretanto, o desarme deve ocorrer sem o cometimento de falta por parte daquele que intenta a interceptação  da bola, uma vez que, neste caso, a falta não interessa a quem já está ou é destinatário do passe que culminará na posse de bola.

Antecipação no futsal
O cerne do fundamento consiste em tomar a frente do adversário, exatamente no momento em que este receberá o passe, usurpando-lhe a posse de bola. Também há a antecipação defensiva, cujo objetivo é impedir que o adversário tome a sua frente, neutralizando-o.
Semelhante a vida prática, quem se antecipa, confere a sua equipe, excelentes possibilidades de êxitos durante o jogo.

Proteção de Bola no futsal
Proteger significa: manter a posse de bola quando marcado diretamente por um adversário. Quem protege deve antecipar o lado que o oponente quer “entrar” a fim de realizar o desarme. A proteção (na acepção do termo) deve ser feita com o tronco ou o braço, sem, no entanto, empurrar o adversário, cometendo falta.

Habilidade do Goleiro no futsal
São as pegadas; reposição, lançamento, defesas altas, defesa média (encaixe), defesas baixas, saídas de gol.
Segundo a técnica do goleiro, quando a bola vem alta, os polegares do goleiro devem voltar-se para dentro. Quando a bola vem baixa e rasteira, os polegares do jogador devem estar voltados para fora. No caso das bolas direcionadas à altura do seu tronco, o goleiro deve usar a técnica do encaixe.
 Defesas altas:
São aquelas realizadas acima da linha do quadril do goleiro, ou acima deste.
Defesas baixas: são as defesas realizadas abaixo da linha do quadril.
Reposição:
Acontece quando, com o uso das mãos, o goleiro coloca a bola em jogo na sua meia-quadra. A reposição deve visar um companheiro bem colocado em espaço livre e posicionado de frente para o goleiro.

O lançamento
É realizado na meia-quadra de ataque adversário, posto que a nova regra do arremesso de meta permite esta manobra.

QUALIDADES FÍSICAS OU CAPACIDADES FÍSICAS

Uma qualidade física (ou capacidade física) pode ser definida como todo atributo do corpo humano passível de adaptação por treinamento para melhoria do desempenho físico.

01- VELOCIDADE - É a qualidade física particular do músculo e das coordenadas neuromusculares que permite e execução de uma sucessão rápida de gestos que, em seu encadeamento, constituem uma só ação de intensidade máxima e duração breve. Pode ser basicamente de dois tipos:
1. Velocidade de reação
2. Velocidade de deslocamento

02- FORÇA - É a qualidade física que permite a um músculo ou grupo muscular a realização de contração para vencer uma resistência na ação de empurrar, tracionar ou elevar. Pode ser de três tipos:
a) força dinâmica
b) força estática
c) força explosiva

03- RESISTÊNCIA - É a qualidade física que permite suportar o esforço físico, durante um tempo prolongado. Pode ser dividida em três categorias:
a) Resistência aeróbia ou aeróbica - definida como a qualidade física que permite a um atleta sustentar por um período longo de tempo uma atividade física relativamente generalizada respirando oxigênio, isto é, nos limites do equilíbrio fisiológico denominado "steady-state" (estado de equilíbrio). 
  
b) Resistência anaeróbica - Permite ao atleta suportar uma atividade com débito de oxigênio. Neste caso, a principal variável é a crescente fadiga muscular versus (contra) o tempo.

c) Resistência muscular localizada (RML) - Permite ao praticante realizar pelo maior tempo possível a repetição de um movimento com a mesma eficiência e continuidade do esforço.

04- FLEXIBILIDADE
É a qualidade física que condiciona a articulação a movimentar-se dentro dos limites ideais a determinados exercícios físicos. Depende diretamente da flexibilidade articular e elasticidade muscular. O sexo feminino e as crianças são mais flexíveis, devido, principalmente, a elastina (proteína elástica) que constitui os músculos, tendões e ligamentos.

05- AGILIDADE
É a qualidade física que permite mudar de local ou a direção do corpo no menor tempo possível. Para a agilidade, a força e a flexibilidade são muito importantes.

06 - COORDENAÇÃO MOTORA
É a qualidade física que permite ao corpo humano assumir a consciência da execução de um ou conjunto de movimentos, com o máximo de eficiência, técnica e economia de energia.

07- DESCONTRAÇÃO OU RELAXAMENTO
É a capacidade física compreendida como o relaxamento, descontração ou economia de tensão dos grupos musculares não exigidos durante uma atividade por ação voluntária.

08- EQUILÍBRIO
É a qualidade física conseguida por força de ações musculares com o propósito de sustentar e equilibrar o corpo sobre uma “base” (ponto de apoio), contra a lei da gravidade. Pode ser de três tipos:
Equilíbrio dinâmico – em movimento.
Equilíbrio estático – com o corpo parado
Equilíbrio recuperado – manter-se imóvel e em equilíbrio, após um movimento, semelhante a pose, na dança.

TÉCNICA E TÁTICA

TÁTICA - É um plano de ação composto de ações específicas e práticas para vencer as estratégias ofensivas do adversário e, ao mesmo tempo, ofendê-lo ou atacá-lo da forma mais indefensável possível. Toda ação tática depende da técnica dos seus executores.
TÉCNICA - Aqui, definiremos técnica como a realização do movimento da forma mais perfeita possível. É um elemento que depende da prática, da experiência e da inteligência.

REGRAS OFICIAIS

REGRA 09 - BOLA EM JOGO E FORA DE JOGO
1- A bola estará fora de jogo quando:
a) Atravessar completamente, quer pelo solo, quer pelo alto, as linhas laterais ou de meta;
b) A partida for interrompida pelo árbitro;
c) Jogada a partida em quadra coberta e a bola bater no teto ou em equipamentos de outros desportos colocados nos limites da quadra de jogo, a partida será reiniciada com a cobrança de tiro lateral a favor da equipe adversária à do jogador que desferiu o chute, na direção e do lado
onde a bola bateu.
2- A bola estará em jogo em todas as outras ocasiões, desde o começo até o  término da partida, inclusive:
a) Se tocar nos árbitros colocados dentro da quadra de jogo;
b) Enquanto não se adota uma decisão por suposta infração as regras do jogo;
c) Bate em uma das traves ou travessão e permanece dentro da quadra de jogo.
3- Se a bola perder sua condição normal de jogo durante o transcorrer da partida, esta será interrompida, a bola substituída e a partida reiniciada com a execução de bola ao chão no local onde a mesma perdeu sua condição normal de jogo, salvo se tenha ocorrido dentro da área penal,
ocasião em que a bola ao chão será executada fora da mesma e na direção de onde perdeu a condição.
4- Se a bola perder sua condição normal de jogo, no exato momento em que é posta em movimento (tiro inicial, tiros livres direto e indireto, tiro de penalidade máxima, lateral, de canto ou arremesso de meta) e antes de ser tocada por outro jogador, a bola será substituída e o lance será repetido.
5- Estando a partida em movimento quando um acidente ocorrer com jogador dela participante, o árbitro retardará o apito até que a jogada seja concluída, ou seja, que o jogador de posse da bola conclua o lance, perca a posse da bola ou que esta saia da quadra ou ocorra paralisação da jogada.
6- Para os árbitros os pedidos de tempo técnico e paralisação serão ilimitados. Porém, somente poderão ser ordenados com a bola fora de jogo.
7- Em caso de acidente grave com o jogador, o árbitro providenciará ou solicitará a remoção do mesmo, tão logo seja possível, para fora das linhas demarcatórias da quadra de jogo, para que seja socorrido e reiniciará imediatamente a partida. Caso o jogador seja lesionado levemente e solicite atendimento médico, embora possa locomover‐se, o árbitro autorizará a entrada da equipe médica e determinará sua imediata remoção da quadra de jogo e dará continuidade à partida.
8- Sendo constatada pelo árbitro simulação de acidente por parte do jogador ou qualquer tentativa de retardamento proposital para ganhar tempo (defeito do uniforme, saída de bola, propositadamente pelas laterais ou linha de meta, etc.) ordenará o árbitro o reinicio imediato da partida sendo o jogador punido com cartão amarelo.
9- Depois de qualquer interrupção, por motivos não mencionados nesta regra e desde que, imediatamente antes da paralisação, a bola não tenha ultrapassado os limites das linhas laterais ou de meta, o árbitro, ao reiniciar a partida, dará bola ao chão no lugar onde esta se encontrava quando foi interrompida a partida, salvo se a bola estava dentro da área penal, hipótese em que a bola ao chão deverá ser executado fora da área penal. A bola será considerada em jogo no exato momento em que tocar no solo.
Nenhum jogador poderá ter contato com a bola antes que esta toque o solo. Se esta disposição não for cumprida, o árbitro determinará a repetição de bola ao chão.

REGRA 15 - TIRO LATERAL
1- O tiro lateral será cobrado sempre que a bola atravessar inteiramente as linhas laterais quer pelo solo, quer pelo alto ou tocar no teto.
2- O retorno da bola à quadra de jogo dar‐se‐á com a movimentação da mesma, com o uso dos pés, sendo a bola colocada no local onde a mesma saiu, podendo ser jogada em qualquer direção, executado por um jogador adversário daquela equipe que tocou a bola por último.
3- O jogador, no momento em que executar o tiro lateral, deverá fazê‐lo com uma parte de um dos pés sobre a linha lateral ou na parte externa da quadra de jogo. Não podendo estar com o pé totalmente dentro da quadra.
4- A bola estará em jogo assim que o tiro lateral for concretizado de acordo com esta regra, e a bola depois de movimentada entrar na quadra de jogo.
5- O jogador que executar o tiro lateral não poderá tocar uma segunda vez na bola enquanto outro jogador não tocar na mesma.
6- Se um jogador executar o tiro lateral contra a sua própria meta, e a bola tocar ou for tocada por qualquer jogador e penetrar no gol, o tento será válido. Se penetrar no gol diretamente o gol não será válido. Será cobrado tiro de canto em favor da equipe adversária.
7- Se um jogador executar o tiro lateral contra a meta adversária, e a bola tocar ou for tocada por qualquer jogador e penetrar no gol, o tento será válido. Se penetrar no gol diretamente o gol não será válido. Será cobrado arremesso de meta em favor da equipe adversária.
8- Quando da realização de tiro lateral, os jogadores adversários deverão respeitar a distância mínima de 5 metros da bola.
9- Na execução do tiro lateral a bola deverá estar apoiada no solo, ser colocada na direção onde saiu, estar imóvel ou podendo mover‐se levemente, colocada sobre a linha lateral ou no máximo 25 (vinte e cinco) centímetros para fora da linha.
10- Quando a bola sair da quadra e ao mesmo tempo houver uma substituição de jogador, este jogador para executar qualquer jogada, deverá primeiro entrar na quadra pela zona de substituição, mesmo quando o local do tiro lateral coincidir com o espaço correspondente a zona de substituição.
11- A equipe que for executar o tiro lateral deverá fazê‐los 4 (quatro) segundos posteriores em que a bola esteja à disposição.
12- Se a bola for colocada em jogo de maneira irregular, fora do local onde saiu, e demorar mais de 4 (quatro) segundos para a execução, chutada para fora da quadra ou infringir a esta regra de qualquer outra maneira, o árbitro determinará reversão do lance, cabendo a um jogador da equipe adversária a execução de novo tiro lateral.
13- Se o goleiro cobrar o tiro lateral, ele não poderá receber a bola, em sua meia quadra vinda de um seu companheiro enquanto a bola não tocar em jogador adversário. Se for um companheiro que executou a cobrança, o goleiro poderá receber uma vez em sua meia quadra, desde que ainda não
tenha tocado no ataque.
14- Se o goleiro receber a bola em sua meia quadra de jogo vinda de um companheiro e o mesmo conduzir a bola para o ataque, ele poderá retornar com ela para sua meia quadra, sendo que ao retornar a sua meia quadra inicia a contagem dos quatro segundos.
15- Se o goleiro receber a bola na quadra de ataque poderá retornar para sua quadra respeitando os quatro segundos.
PUNIÇÃO
a) Se um jogador executar o tiro lateral e tocar uma segunda vez na bola, antes que qualquer outro jogador o faça, sua equipe será punida com a cobrança de um tiro livre indireto a favor da equipe adversária no exato lugar onde se encontrava a bola, salvo se dentro da área penal da equipe infratora, quando então será cobrada sobre a linha da área no ponto mais próximo de onde ocorreu a infração;
b) Se um jogador demorar mais de 4 (quatro) segundos para executar o tiro lateral o árbitro determinará reversão do lance, cabendo a um jogador da equipe adversária a execução de novo tiro lateral;
c) Se um jogador substituto executar o tiro lateral, sem antes concretizar a substituição entrando na quadra de jogo, o jogador deverá ser punido com cartão amarelo e o tiro lateral revertido em favor da equipe adversária;
d) Se um jogador adversário tentar obstruir ou atrapalhar a cobrança, intencionalmente, deverá ser punido com cartão amarelo.
RECOMENDAÇÕES:
a) Na execução do tiro lateral, o jogador que estiver a mais de 5 (cinco) metros da bola e aproximar‐se da mesma, tentando impedir ou dificultando a cobrança e retardando o reinicio da partida, deverá ser advertido com cartão amarelo.

A LEI DA VANTAGEM

Os árbitros têm por dever prioritário facilitar as equipes disputantes à oportunidade de praticar um FUTSAL atrativo aos espectadores, exigindo dos jogadores a obediência às regras. Contudo devem evitar interrupções da partida sob qualquer pretexto, apitando excessivamente, aborrecendo os jogadores e assistência, comprometendo o brilho do espetáculo.
A “Lei da Vantagem” assegura prerrogativas aos árbitros para deixar de assinalar faltas em que os infratores se beneficiem, com exceção dos casos em que se impõe a marcação para não malferir a exigível disciplina ou observância das regras.
O FUTSAL inclui‐se entre os desportos que vedam aos árbitros a oportunidade de exibir conhecimentos outros que não se limitam ao estabelecido pelas leis do jogo, devendo sua intervenção circunscrever‐se ao absolutamente necessário, dentro do exigido pelas regras, propiciando decisões amparadas na lógica e no bom senso.
A título de exemplo, se um jogador defensor, para evitar a transposição da bola usa as mãos, mas não consegue o seu intento, a regra, tal como as leis, vendo os casos na sua generalidade, determina a marcação da falta anulando a validade do tento, mas a decisão correta é validar o tento, deixando de lado que antes do trajeto da bola para as redes ocorreu uma infração técnica.
Outro exemplo é o de que um jogador atacante ao desfrutar de situação privilegiada para consignar um tento sofre uma das faltas caracterizadas pela infração a regra 12 (doze), mas, mesmo assim, consegue ficar de posse da bola e prossegue na jogada, a decisão que mais uma vez se impõe é a não marcação da falta que, sem dúvida, irá beneficiar o infrator. Num outro temos a ação do atacante correndo com a bola dominada, perseguido por um antagonista que, por lhe faltar velocidade, atira‐se ao solo e prende entre suas pernas as do adversário. Apesar da ilegalidade cometida um outro jogador da equipe atacante consegue ficar de posse da bola e, concluindo a jogada, consigna o tento para a sua equipe. A decisão mais correta é não apitar a falta acolhendo como perfeita a marcação do tento e, após a conclusão do lance manda anotar na súmula como falta acumulativa, se a infração foi para ser marcado tiro livre direto.
Dentro deste critério, se o árbitro ao julgar as possibilidades do atacante conquistar o tento, deixa o jogo prosseguir, porém o jogador ao aproximar‐se da meta chuta a bola e esta se choca com um dos postes ou travessão, não 70 deve, apitar falta anterior, nem mesmo que o seu local tenha sido a área de penalidade máxima.
Inicialmente agiu corretamente o árbitro não punindo a equipe infratora, de acordo com a “Lei da Vantagem”, pois o lance poderia resultar na punição maior, ou seja, a conquista do tento pelo adversário. Contudo, não sendo na continuidade da jogada, aproveitada a vantagem pelo jogador atacante, o árbitro não deve beneficiá‐lo uma segunda vez, marcando a falta.
Verifica‐se, por vezes, que assinalando faltas de jogadores infratores beneficiando‐os, imerecidamente, os árbitros materializam desvantagens para os jogadores atingidos que, além de sofrer a ilegalidade de uma jogada, ficam privados de obter a incidência salutar e benéfica da “Lei da Vantagem” em favor de sua equipe.
Assim a “Lei da Vantagem”, que tem lastro de preservação do direito e da razão, deve ser empregada em todos os momentos do jogo, pois sua aplicação propicia agilidade, colorido e emoção ao desporto, valorizando o FUTSAL na sua prática.