segunda-feira, 25 de agosto de 2014

TRIBUTO A FÊNIX RENASCIDA


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Por Renã Leite Pontes

Belíssima avezinha alma-do-prado.
muitos poemas por ti sepultei
no campo da esperança do empregado
tripudiado por um falso rei.

Por nosso amor a Deus e a boa Lei,
com sacrifícios ante a covardia,
pelas virtudes eu nos condenei
à pena capital naquele dia.

Mas, fênix das cinzas renascida,
depois que foste de morte ferida
e em cinzas de carbono transmutada

Soubeste do tributo que o favor
reclama... um voto em desagravo à dor
da ferida na calma da escalada.




O SUSTO
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 Por Renã Leite Pontes

Eu gostaria de dar ao público uma poesia realística e bonita...
Nos primórdios da vida, eu cria que os poemas vinham das montanhas:
As vozes dos ventos furiosos que desciam das Cordilheiras dos Andes duelando em dias de tempestade,
O primeiro poema humano que avistei foi de Augusto.
Quem sabe devido ao susto que tomei quando li seus versos pela primeira vez,
Tornei-me um poeta:
Ele dizia que era uma sombra, igual a mim, que vinha de outras eras, que nem eu,
Do cosmopolitismo das moneras e que era um verme, do jeitinho que eu me sentia:
Um vírus em um planeta de luxo!
O fato é que, pelo poema - sem saber como - desejei ardentemente deixar de ser verme.
Foi aí que me dei conta de que a poesia transforma vidas.
Muitos anos se passaram. Represei poesia, mas escrevi poemas que viraram livros.
Até que conheci Terezinka Pereira, uma brasileira que mora bem longe:
Mostrou-me, um copo de vidro translúcido, em forma de poema,
Meio de água cristalina, em forma de letras. Pura poesia realística e transparente,
Imaculada e a salvo do alcance da corrupção da forma e do estilo.
Seu vaso-poema traduziu-me a maldade da guerra e a sede da paz; a necessidade da esperança e o desejo do belo.
Eu não sabia que era possível escrever assim com tamanha realidade
Para mim, a poesia servia para negar a realidade e não para retratá-la:
Meu poema, querida, é meu ópio à vida...
E o segundo susto tomei depois que me assustou o Augusto.
Eu pensava, também, que a poesia só assustava a gente, uma vez.






sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O ABSURDO POÉTICO DE RENÃ LEITE PONTES, IWA



Análise sob olhar da apreciação científica do livro acreano "Diálogos (An) Versos" do poeta Renã Leite Pontes.

International Writers and Artists Association - IWA

Por Terezinka Pereira, Pres, Toledo, OH - USA
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A imaginação mais do que tudo define para o leitor a poesia e a prosa do escritor do Acre Renã Leite Pontes. Desde o título do seu livro “Diálogos (An) Versos*” a ilustração da capa feita por Esdon Pergentino e Jorge Rivasplata, estamos diante de uma obra original ao próprio pé da palavra. Embora pareça tudo absurdo, tudo é muito significativo.
Os versos (seriam versos?) que abrem o livro dizem:

Dizem que a poesia
é barco furado ,
mas o poeta
quando tem uma fada,
vive de nada,
atravessa a nado.
(Recorte da poesia “Ainda que Seja Tarde” de Renã Leite Pontes)

Esse “Dizem” propõe autor anônimo para não aparentar autoridade, mas a rima bem controlada é a marca do poeta, que se disfarça por modéstia.  Eu conhecia uma citação ao contrário desta, e que me parece mais respeitosa para com a poesia. É a da Ilma Fontes, editora de O CAPITAL, que diz: “A poesia é o pau que boia quando a razão naufraga “. Isto é mais favorável à poesia.
Um dos textos mais destacáveis desse livro é o intitulado “A Morte do Poeta”, dedicado “às mães, cujos ouvidos não têm ouvido poesia...”. É a história de um poeta que na hora de morrer recitou uns versos para a sua mãe morta. O narrador, que assistia isso, ao ver a morte já pronta para agarrar mais uma vítima, confessa:

Na ocasião, atônito, fiquei pensando: - a desapiedada está achando que estas moribundas palavras de ode e anseio poético são dirigidas para ela... (p. 213).

A figura da morte de maneira tradicional, com a sua “enorme ferramenta” mortífera , parando para ouvir os versos é muito poderosa, causando emoção em qualquer leitor. O narrador, por sua vez se propõe a criticar a estrutura do poema que recita o poeta moribundo, termina por considerá-lo “belíssimo”. E o final do conto, outra surpresa: o poeta morreu voluntariamente, antes que a morte o matasse!
O absurdo compartilha bem seus pontos com a imaginação , que na maior parte das vezes domina o espírito criador da prosa de ficção e da poesia. O autor de “Diálogos (An) Versos” não desmente isso. Em sua criação literária o delírio ultrapassa toda a razão.
Entretanto há algumas tentativas de realidade, como em outro texto intitulado “Só Deus Contabiliza”, também sobre a morte , que começa com este comentário:

São gravíssimas as piedades macabras das pessoas , para com quem lhes deu a vida e agora já estão nas últimas voltas do “caracol da existência”...

E poucas linhas abaixo explica a razão desse comentário:

Quando os pais estão velhos, quase todos os filhos ficam pedindo a Deu (baixinho e em pensamentos) para que seus pais morram logo e parem de dar trabalho. Pasmem! (p. 147).

Embora a rima na poesia provoque ainda mais o absurdo que o explique, vamos encontrar nos versos do poema “Vai!” um pouco de explicação do ser do poeta , de sua personalidade e até certo ponto de sua obsessão pela morte.

Se queres me encontrar
Não me procures
Onde haja aglomerações

Antes, busca-me onde haja dores
E contumazes dilacerações.

Se te chegar a hora fatigada
E tomes-me por louco ou absorto.
Deixa-me! Sorrir não mais pretendo!

Porque depois daquela madrugada,
Em cada pai que existe eu vejo um morto.
Uma sombra que ri e vai... morrendo.
(p. 71)

Deve ser por isso que o escrito colombiano Gabriel García Márquez dizia: “Cedo ou tarde, a realidade termina por dar a razão à imaginação.” Mas a estrutura formal dos versos de Renã Leite Pontes, mostra que ele tem a predileção pela poesia metrificada, imitando a clássica. Ele declara na orelha do livro: “Eu nasci estudante porque sempre gostei dos livros... e admiro o conhecimento (...) escrevi a coletânea de poemas e prosa poética que constam neste livro, que é fruto da dedicação que tenho dispensado à literatura e a Poesia.”.






*Pontes, Renã Leite: Diálogos (An) Versos. Belém: Paka-Tatu Editora, 2010.

domingo, 3 de agosto de 2014

RENÃ LEITE PONTES, IWA


 International Writers and Artists Association -
IWA, Toledo, Ohio, USA
  
A Associação Internacional de Escritores e Artistas (IWA) é a mais importante e abrangente Academia de Letras e Artes do Mundo. Sua sede radica em Toledo, Estado de Ohio, nos Estados Unidos. O poeta acreano Renã Leite Pontes é um dos seus membros. Compõem a associação diversos membros ilustres, desde Príncipes, Presidentes de nações, ganhadores dos Prêmios Nobel de Literatura e Paz, grandes Escritores, Artistas, Editores e Colecionadores de Arte, além de Ativistas culturais. A Diretoria da entidade é composta por autoridades e pessoas de prestígio de diversos países como Rússia, Cuba, Estados Unidos, Turquia, Tunísia, Argélia, Coréia, Japão. A entidade é também representada na UNESCO. Entre as atividades da IWA estão as indicações para o Prêmio de Ativista da Fundação Gleitsman, indicação e votação para o Prêmio Nobel de Paz e de Literatura. A IWA apoia a liberdade de expressão e os direitos e liberdades expressos na Declaração Universal dos Direitos do Homem para todos os povos.


A IWA tem muitos membros notáveis como o Marquês K. Vella Haber, SOSJ Gran Prior Internacional e Chefe do Executivo do Conselho Supremo da Sob. Ordem de São João de Jerusalém (Malta); Príncipe Waldemar Baroni Santos (Brasil); Don Ciro Punzo, Príncipe da Cnosso e Manzartille (Itália); Viktor Busa, o Presidente dos Estados/Parlamento Internacional para Segurança e Paz; Príncipe Dom Duarte Nuno Joäo Pio de Orleäes e Bragança, de Portugal; Príncipe Giuseppe Benvenuto  Agatino Raddino de Gevaudan de la Casa Real di Horistal y de las Valadas Occitanas (Itália); Dr. Denis Kelleher Muhilly, presidente da Universidade Internacional Americana; Dr. Fernando Henrique Cardoso, Presidente do Brasil (1994-2002); Frei Betto (Brasil); Dr. Aécio Neves (governador de Minas Gerais, Brasil), Fidel Castro Ruiz (Cuba) e escritores famosos como Eduardo Galeano (Uruguai ); Ernesto Sabato (Argentina); Noam Chomsky (EUA); Fernando Alegria (Chile); Rigoberta Menchú (Prêmio Nobel da Paz em 92, Guatemala); Hedi Bouraoui, Tunisia; Ejaz Rahim, Pakistan; Elaine Sommersrich, EUA; Elena Poniatowska, México; Cdlia Lamounier de Araújo, Brasil; Celso Furtado, Brasil; Cöcile Nguyen, Vietnam; Armando Rojo León, Marrocos; Frank Mackay Amim-Appiah, Gana; Fröddric Maire, França; Frederico Ningi, Angola, etc .
Entre os imortais: Marcel Marceau (França), Carlos Drummond de Andrade (Brasil), Alberto Moravia, (Itália), Ella Fitzgerald (EUA), Eugene Ionesco (Roménia), Jorge Guillon e Francisco Garcia Pavón ( Espanha), Juan Carlos Onetti Maria, Augusto Roa Bastos (Paraguai); Juan Rulfo (México), Julio Cortázar e Manuel Puig (Argentina), Maguerite Duras (França), Melina Mercouri (Grécia) e muitos outros membros que perfazem cerca de 1.350 associados em 125 países, nos cinco continentes do Mundo.


A IWA foi fundada em 1978 e apoia os direitos e liberdades na Declaração Universal dos Direitos Humanos para todas as pessoas, em todos os lugares. Sob a Presidência da brasileira Teresinka Pereira, valoriza a compreensão e o respeito a todas as culturas e tradições étnicas, assim como a liberdade de expressão e diversidade, dentro dos ditames da motivação para um mundo justo. A IWA também reforça a rejeição ao racismo, o sexismo, o tribalismo e o preconceito de idade. Na sua Revista “Fraternity”, promove o intercâmbio internacional da poesia, literatura e divulgação das ideias de reforço ao amor fraternal e o desprezo às guerras (e seus promotores), por qualquer motivo.










quinta-feira, 17 de julho de 2014

A LENDA DA PAXIÚBA: VERSÃO APÓCRIFA

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Por Renã Leite Pontes



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Por Renã Leite Correa Pontes

Há não muitas luas, após submeter-se a ritual de combate, tornara-se guerreiro-emplumado e saiu em missão:
Vigiar a fronteira do Norte, ameaçada pelos “peles de pano”.
Foram dias e noites de fome, frio, privações e agruras.
Durante uma incursão do inimigo, na defesa, foi transpassado na virilha, mas escapou com vida e trouxe aos anciões da tribo, preciosas informações, que em muito serviram para resguardar a soberania da comunidade. Os anciões da tribo, aos costumes, responderam magnanimamente. Na ausência de um sistema de saúde pública, liberaram, do tesouro comunitário, dez arcos para cobrir as despesas do tratamento.
O que o guerreiro, forçosamente chegado de missão, não sabia, era que, na sua ausência, na calada da noite, a “assembleia de pretextos” decidira, por escrutínio secreto, ceder à “oligarquia dos apuís” o monopólio dos rituais dos xamãs e, ainda, as patentes da manipulação de toda a biodiversidade da floresta, além de deslocar para, bem longe, o hospital homeopático:
- Agora, também, doente nenhum tem mais direito a acompanhante!
Na busca do socorro, alheio aos perigos do caminho, o jovem ferido percorreu desacompanhado a distância que conduzia ao hospital dos espíritos benzedores das ervas, sem compreender, ainda, a plenitude do significado da intermediação da milenar cultura guardada pelos pajés.
Na entrada daquele local sagrado, era obrigatória a pronúncia de certas palavras místicas, além da realização de algumas misuras[1], aos olhos leigos, para ser atendido.
Cumprido o ritual, o caminhante foi atendido na triagem, por um sujeito cujo comportamento mais se assemelhava ao de um “encarregado de barracão”, vestido de “auxiliar de curandeiro” - o chefe da assistência social, que acumulava também as funções do setor de tesouraria.
- Foi há dois dias...
- E o pagamento?
- Para o pagamento, eu trago dez arcos do tesouro dos anciãos, para trocar pelo chá encarnado.
- Deixe-me ver, então, o ferimento.
- Hummm, ai.
- Não é ferimento de morte para um corpo forte como o seu. Isto cura com chá de unha de gato mesmo, tomado por dez dias... Mas, você só trouxe dez arcos. Por este material, só posso lhe fornecer chá para cinco dias.
-Mas, o certo não é eu tomar os dez dias? Eu preciso me curar porque o meu posto está abandonado, meu trabalho espera por mim.
- Veja só, meu bom rapaz, como está se processando o atendimento aqui agora. Por dois arcos, aqui, damos chá para um dia. Você trouxe dez arcos. Faça as contas e verá como estou no justo.
Mas....
- Vamos fazer o seguinte, você volta e vai falar com os colarinhos-brancos, diz que necessita de mais dez arcos e conta a sua história. Você é um guerreiro valoroso, comprometido, tem serviço prestado e valores para penhorar. Você sabe como fazer.
- Ah, não, eu não vou entrar nestes esquemas. O meu avó dizia: “Dê a morte a um homem para continuar homem.”. Estas pessoas nos dão as coisas, mas, em compensação, cobram, de volta, a nossa consciência. Eu sei que estes privilégios individuais prejudicam a tribo  e produzem a fome de uns, em detrimento da fartura de poucos, além de ser a causa da pobreza e sofrimento do nosso povo. Eu posso morrer muito feliz sem precisar passar por estas humilhações.
- A franqueza do jovem irritou o funcionário, porque soou como uma crítica ao canibalismo das raposas, dita diretamente à chefa do covil.
O interlocutor, então, pigarreou e retrucou
- Ah, então o jeito é você tomar só por cinco dias. O resto seu corpo reage. Mas, o que te custa mesmo ir lá?
- Não, definitivamente, eu não vou cometer nenhum ato contra a minha consciência, nem o meu sentido de decoro moral.
- Então, não é por má vontade, meu rapaz, mas assim você me deixa sem alternativa. Você entende? São as novas regras...
E, se eu te entregar também o meu arco e meus “cestus”? É tudo o que tenho. Este arco é espólio de guerra. Pertenceu a um antigo chefe tucandeira e tem um valor simbólico em meio a nossos bravos.
Bem, com o arco e os “cestus”, eu poderia te dar sete dozes e meia.
Argumentou o paciente:
- Olha, onze arcos não são pouca coisa, considerando que os curumins da nova geração, não mais têm demonstrado interesse na arte de fazer arcos. Nós estamos sob ataques constantes, nos quais, com frequência, perdemos armas e vidas. A cada dia está mais difícil a nossa defesa.
- Sabe, meu bom rapaz, eu compreendo sua necessidade e reconheço o seu valor e dedicação. E, para provar o interesse desta casa na cura da ferida de um dos nossos benfeitores, te dou oito dozes, mas a associação fica com todos os implementos que você carrega consigo. Estamos implementando um importante trabalho de resgate da nossa reputação institucional e, não queremos que nossos beneficiários saiam daqui pensando que não fazemos o máximo para prestarmos um bom serviço. Sei que me entende.
Foi aí, então, que a impaciência do jovem guerreiro aflorou, motivada, quem sabe, pelo estresse do ferimento
- Sabe, desde que cheguei aqui hoje, tenho percebido que o senhor não tem demonstrado nenhuma preocupação com a minha cura, mas apenas em lucrar com a minha doença. Olha, esta instituição não está me prestando nenhum favor, além das suas obrigações. Reconheça que fui ferido em combate para proteger nossa tribo: isso inclui o senhor, sua família e até esta instituição comercial que o senhor chama de “casa”.
Quando o jovem guerreiro pronunciou as últimas palavras, por tratar-se de uma tremenda verdade, o ânimo do ajudante de curandeiro atingiu a estratosfera.
- Bem, nestes termos, vou lhe dizer também a minha opinião a respeito das suas reclamações. A sua relação com os anciãos da tribo... Você tem que entender que aqueles velhos atiram com a flecha dos outros, têm palavra de político. Eu admiro a sua sinceridade, mas, na verdade, penso que você não passa de um megalomaníaco. Não é por sua falta que deixaremos de estar protegidos. Ademais, aqui, nós reconhecemos você é como um crítico acerbo dos costumes desta casa. Reconheça, também, que você não passa de um número fácil pode se reproduzir.
Novamente ferido, desta vez, na alma, sentindo-se acuado. Nem os dezessete idiomas que falava, com fluência, foram capazes de fornecer, ao índio, uma simples palavra que fosse. O sofrido guerreiro, aspirando a cura, entregou àquele comerciante vestido de curandeiro, em troca da possibilidade de cura, a materialidade e o impulso da sua defesa.
No longínquo retorno à taba, por falha do serviço de contraespionagem, os implementos ora penhorados fizeram  falta na defesa. Ferido, cansado e com sede, o guerreiro solitário tornou-se presa fácil dos “pés de couro”.
Por ser ingrediente valioso e exportável, arrebataram-lhe o chá.
Com movimentos pesados e descoordenados, o guerreiro defendeu-se com as últimas forças: pulou, ainda correu, e bateu, e matou, se trepou,  mas  caiu, foi ferido e agravou a ferida, e verteu o restante da vida.
Por fim, subjugado, retesado, entregou seu alento a Tupã.
Passadas três luas, os queridos de Ágrafo vieram caçá-lo. Ao encontrá-lo, colheram-lhe o corpo e o plantaram, a sete palmos, em local transmontano, aos costumes, depois da floresta da grande gameleira, na margem de lá do rio, a casa de Tupã...
A história, em detalhes, foi registrada em notas musicais, no Akasha[2]. Quando os biógrafos concluíram o registro, Tupã o leu e chorou... Em seguida, ficou aborrecido e, além de vingar a injustiça e a morte do guerreiro, limpou-lhe o nome, levou-lhe a honra e fez brotar da sua tumba, a palmeira conhecida pelo nome de paxiúba. A planta logo passou a servir para tudo: habitação, flechas... era imponente, rija, hidrófila e resistente as intempéries da seca. Tupã também a fez fértil e reproduziu-lhe as milhares pela floresta.

E, assim, um nome foi lembrado, a história foi contada e recontada aos curumins das tribos, e com a ajuda do alto, o jovem guerreiro seguiu, através da natureza,  protegendo e servindo o seu povo.

[1] Gestos desajeitados e cômicos, palhaçada (N. do A.).
[2] Palavra sânscrita que significa "céu", "espaço" ou "éter" (N do A.).
Foto: Este escriba e meu ex-aluno Alan Alves, descendente das nações Huni Kui e Apurinã, sujeito especulativo, inteligente e estudioso.

domingo, 6 de julho de 2014

O PRIMEIRO HOMEM A PISAR NO SOLO BRASILEIRO CAMINHOU NO ACRE

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       Renã Leite Pontes*

Habita na natureza humana um justificável sentimento de altivez que inspira o poeta a exultar, com zelo sacerdotal, sua gente e sua “aldeia”. Mas no nosso singularíssimo caso, admirando o fulgor da nossa História, o que fazemos aqui é asseverar o óbvio: que o povo acreano tem motivos sobejos para se orgulhar dos seus ancestrais e dos hercúleos esforços que despenderam para que hoje pudéssemos ser brasileiros. Na tentativa de alimentar o clarão do enunciado, nos serviremos, inicialmente, de pesquisas realizadas por um grupo de antropólogos espanhóis e islandeses, em consórcio com a famosa empresa Code Genetics e publicadas originalmente em 2010, no The Official Journal of the American Association of Physical Anthropologists, a partir de exaustiva investigação e análise de rastros de DNA mitocondrial encontrado nas Américas.


Com fundamento nos citados vestígios, os estudiosos encontraram indícios de que o primeiro homem a pisar no solo brasileiro, por nossas palavras, caminhou incialmente no Acre, há uns 30 mil anos, buscando novas terras e fugindo, possivelmente, das intempéries de uma possível era glacial.  Provavelmente, essa história começou na África, quando o homem africano atravessou o Mar Mediterrâneo e se uniu - por instinto de preservação - ao homem europeu, russo e chinês, em caravana com destino a Sibéria (Ásia) e, a partir do Cabo Dezhnev (ponto extremo oriental do Continente Asiático), em grupo, atravessaram os 85 km do estreito de Béring até chegarem ao Cabo Prince of Wales (ponto extremo ocidental do continente americano, no Alaska, América do Norte). Dali a incursão continuou sua rota buscando novas terras, tomando a direção Sul, rumo a América Central, unindo, no caminho, suas raças e culturas às dos povos anahuac, incas, maias, astecas, toltecas, dentre outros.
Mais além, na trajetória da caravana, provavelmente, quando aquela mescla de povos alcançou a região setentrional da Cordilheira dos Andes, por afinidade cultural e linguística, alguns grupos seguiram em direção ao território do atual Chile; outros rumaram para as terras onde hoje é o Acre, deixando, no caminho, importante vestígio idiomático, médico, arquitetônico e demais traços da sua mescla cultural e genética com as civilizações autóctones - desta vez - da América do Sul. Só então, decorrido um tempo para adaptação e reconhecimento da “Terra dos Grandes Geoglifos”, o Acre, é que a miscigenação descendente daqueles povos alcançou à região central do Brasil e, mais posteriormente, ao extremo Leste do “Florão da América”, na plenitude dos seus 7,367 km de orla marítima.   
Apenas por justiça e referência a exuberância das nossas raízes antropológicas, - longe de querermos diminuir a história dos demais estados brasileiros, nem confeitar nossa torta com a cereja dos outros - apenas ilustramos aqui, mais um contraste que dá grandeza a nossa História; a exemplo, o gaúcho fez a sua famosa Guerra dos Farrapos (1835-1845), movimento que não foi popular, nem de esfarrapados, mas de grandes fazendeiros que queriam diminuir o poder imperial, aumentando a autonomia provincial, pagando menos impostos, principalmente sobre o charque - à época, o produto principal da economia guasca.
Conforme exemplificamos, salta à claridade da História do Brasil o fato de que importantes estados da federação fizeram revoluções visando justos ou injustos interesses locais. Interesses que, de algum modo, colocaram em risco a unidade nacional. O Estado do Acre, não! O caso do Acre é diferente porque os acreanos fizeram quatro anos de revolução para agregar ao Brasil o território que hoje é o Acre (uma área estrangeira e inóspita - cinco vezes o tamanho da Bélgica), enfrentando e afrontando, no devido tempo - com armas em punho - o isolamento, a fome, a Bolívia, o Peru e ao próprio Brasil. Isso porque em julho de 1899, o Brasil interveio no conflito do primeiro período da Revolução Acreana e, além de não apoiar os revolucionários acreanos sequiosos pelo status de brasilidade, ainda reconheceu a região do Acre como território boliviano, enviando tropas brasileiras para dissolver aquela etapa da Revolução, inclusive prendendo e deportando a Luiz Gálvez Rodríguez de Arias - líder maior daquela fase da revolução e da República Independente do Acre. Tamanha foi a decepção que o Imperador se entregou pacificamente, sem armas, porque não queria guerrear contra brasileiros.
Conforme vimos, por sua Antropologia e legado histórico valente, o Acre é uma terra valorosa. O acreano que aqui ficou é, acima de tudo, um bravo sobrevivente. Por isso, este artigo enaltece o Acre e sua gente que, apesar dos tropeços de ontem e os de hoje não recua e não cai, avançando, cotidianamente, sem temor, na peleja pela sobrevivência, nestas terras esplêndidas que, parafraseando Galeano, poderia dar a todos, o que a quase todos nega.



* Renã Leite Pontes - Psicopedagogo, Escritor e Poeta; Membro Vitalício da International Writers end Artists Association – IWA, Toledo, Ohio, USA; Membro Honorário do Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais – IMBRASCI, RJ; Membro Fundador da Academia dos Poetas Acreanos; Professor de Educação Física, no Acre.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

SUA ALTEZA, O PROFESSOR


 Por Renã Leite Pontes*
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Algumas décadas atrás, a palavra “professor” era um tratamento de distinção, quase uma honraria. Exercer o ofício de ensinar garantia status e respeito da comunidade. É provável que a sociedade da época entendesse melhor do que hoje o papel dos educadores como construtores do futuro. Há muito que os professores brasileiros, porém, não contam nem sequer com uma pálida sombra do prestígio e do valor social que lhes foi atribuído no passado – ainda que a atualidade costume ser chamada de “era do conhecimento”.

Sabemos que o mundo mudou desde a queda do muro de Berlim, quando mudanças profundas ocorreram na ordem econômica, ambiental, política, social e cultural da humanidade. Essas mudanças influenciaram, significativamente, a dinâmica das relações interpessoais, intergrupais e de trabalho das pessoas, em todos os continentes.
Ademais, com o advento da globalização, a popularidade da internet e das redes sociais, a distância entre as pessoas, os países e os continentes diminuiu do ponto de vista da comunicação. Uma mensagem simultânea de e-mail, por exemplo, viaja do Brasil aos recantos do mundo que ficou uma aldeia, fenômeno que surpreende nossos progenitores, que guardam na memória o correio de selos, a única opção de correspondência à longa distância de outrora.
Todavia, as profissões e os ofícios não evoluíram à proporção exigida por este século XXI. Enquanto máquinas substituem seres humanos, jovens e adultos ficam sem trabalho, num alto índice de desemprego que atinge as sociedades em todo o mundo. Aqui no Brasil ele adentrou nas nossas fronteiras, encontrando o terreno da espoliação previamente preparado pela ala antinacionalista do Congresso Nacional - que pouco se importa com os consecutivos prejuízos brasileiros decorrentes da não reciprocidade nas concessões e negociações internacionais.
Navegantes deste novo oceano de necessidades básicas, a juventude estudantil brasileira, aporta suas esperanças nas lições do professor – um labor de aparente e enganadora neutralidade política, porque - em muitos casos - o profissional do magistério representa para alunos de núcleos familiares desajustados a única oportunidade de convivência em um ambiente permeado pela Ética, Dialógica e inteligência. Principalmente pelas razões elencadas, o labor do profissional responsável pela formação de todos os demais, sobrevive do modo como era realizado no tempo dos nossos pais e avós, talvez porque o estado não tenha interesse em aparelhar os professores para pautarem suas aulas acorde às novas tendências pedagógicas que balizam a educação moderna, ou quem sabe, porque o magistério trabalha doente das mazelas que acometem a categoria quando chega à pós-formação, a saber: a injustiça dos contratos temporários e o perigo da terceirização do trabalho docente surgido com o advento do compartilhamento das tele-aulas ministradas por “professores supergênios”.
Revestido de grande responsabilidade moral, desempenhando-se mal ou bem em uma profissão que, de maneira nenhuma, recomendaria aos  filhos, o professor de hoje convive, cotidianamente, com a frustração de não ter retorno garantido do seu labor pedagógico e demais esforços despendidos para a sua formação. É possível que a desvalorização financeira (acompanhada da alta dos preços) seja o principal problema que aflige o magistério nacional, seguido, muito de perto, das reclamações no campo das relações interpessoais, entenda-se: reprodução do desrespeito para com os mestres (e até violência) por parte dos componentes da comunidade escolar, principalmente alunos e até vizinhos da escola.
Olhando por outro prisma, tendo-se a possibilidade de compreender nossa problemática educacional pela lógica do alunado, entenderemos os motivos que levaram a juventude escolar de hoje ao traço psicológico que chamamos de perda da docilidade, que são: o medo do não ingresso na universidade; muita informação em um arcabouço moral confuso; testemunho do mau exemplo dos poderes constituídos, em todas as esferas; e, por fim, a baixa-estima ocasionada, também, pelo medo (futuro – um sofrimento por antecipação) de não conseguir inserção e adaptação no mercado lucrativo, uma vez que - os alunos sabem - os postos de trabalho mais importantes da sociedade são, em prevalecendo a meritocracia, ocupados por adultos que, outrora, foram alunos brilhantes.
Parece que a esta altura da precariedade educacional brasileira, definitivamente não é importante buscar culpados nos degraus mais baixos da escada porque, nas últimas décadas, revezaram-se no mando brasileiro diversas pessoas “idealistas”. Todas elas subiram ao poder prometendo tempestades de educação no Brasil. E o que se avista na prática é o Brasil seguir se comportando de forma infiel às reais necessidades dos brasileiros. Não deu um passo além do simples discurso futurista que pede aos trabalhadores mais um pouco de paciência porque a criatividade brasileira nos ajudará beatificando o costume antiético de botar chumbo nos ombros dos outros. Seu melhor argumento (notadamente pleonástico e tautológico) para explicar a desvalorização do professor, esclarece  que a remuneração digna do professor - enquanto primeiro passo para alavancar a educação nacional - é assunto simplesmente complexo, uma vez que valorizar, com bons salários, os profissionais do magistério, representaria impacto significativo nas “folhas de pagamentos”, porque o Brasil é pobre, ou que o trabalho do professor é um tipo de riqueza complicada para dar retorno em cinquenta anos, algo  assim como um pré-sal, algo profundo, um produto difícil de extrair.
Alheio a tudo isso, no Japão, Sua Alteza, o Imperador, dispensa o professor de reverenciá-lo, como única exceção entre as demais profissões. E o Brasil, o que vai fazer com os professores? Rebaixá-los ao patamar ínfimo de uma profissão que forma todas as outras, exigindo o sangue e a alma sem pagar-lhe dignamente? Todas as profissões têm sua importância, mas a atividade do professor é estratégica para o futuro e deveria receber mais atenção.  Por isso este texto reverencia o professor, Sua Alteza.

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Renã Leite Pontes – Escritor e poeta; Membro Vitalício da International Writers end Artists Association - IWA, Toledo, Ohio, USA; Membro Honorário do Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais - IMBRASCI, RJ; Membro Fundador da Academia dos Poetas Acreanos; Professor de Educação Física, no Acre.


IMPLICAÇÕES DO ENVELHECIMENTO E SEDENTARISMO NO FUNCIONAMENTO DA COLUNA VERTEBRAL


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Por Renã Leite Pontes*  

Não faz muito tempo que nas comunidades as pessoas caminhavam para ir trabalhar, a maioria das atividades no trabalho - e até no lazer - estavam, de alguma maneira, relacionadas ao esforço físico. Com a popularização do automóvel, do telefone e da tecnologia no trabalho, o uso do corpo nas atividades humanas foi suprimido de tal maneira que, nos dias atuais, até as crianças tiveram sua participação reduzida no universo dos jogos lúdicos e brincadeiras populares, para dedicarem-se a outras atividades, principalmente àquelas relacionadas à preparação para as futuras exigências do mercado de trabalho.
No mundo atual, o dever de buscar os meios adequados para se obter saúde e qualidade de vida foi sendo transferido, gradativamente, do estado ao cidadão. Em meio a este verdadeiro “mexa-se quem puder”, tornamo-nos vítimas das limitações espaciais urbanas e do sedentarismo. Este último, um mal silencioso (agravável pelo fator idade), que desencadeia em todos os sistemas e funções do organismo as doenças chamadas ‘hipocinéticas’, sendo a doença da coluna vertebral e costas a líder absoluta do ranking das causas de afastamento do trabalho, perfazendo, de acordo com dados do Ministério da Previdência Social, um total de quase 180 mil licenças anuais.

Geralmente, as queixas dolorosas da coluna mais relacionadas à atrofia muscular por inatividade, respondem positivamente a um programa racional de exercícios físicos indicados por profissional, principalmente, quando o praticante consegue aderir a novos hábitos posturais e alimentares e insere na sua rotina de exercícios, um programa de fortalecimento muscular específico, associado ao alongamento.
Realmente, é na sua versão preventiva, que a atividade física orientada converte-se em importante fator de proteção da coluna vertebral, uma vez que fortalece os músculos oblíquos e reto do abdômen, a musculatura paravertebral, dorsal e os músculos que compõem o assoalho pélvico - esses últimos, estruturas importantíssimas para a proteção da coluna e dos discos intervertebrais. É precisamente no disco intervertebral que ocorre a protusão discal e a hérnia de disco, mais comumente na região lombar.
Destaque-se, ainda que, embora nem todas as vértebras sejam separadas por disco, na região lombar, cada vértebra possui, o seu respectivo disco intervertebral - estrutura constituída de um núcleo pulposo e um anel fibroso.  Fazendo analogia a um ovo frito, o núcleo pulposo seria a gema do ovo (região central) e a clara do ovo, (a região periférica) que retém o núcleo pulposo, seria o anel fibroso.   
Quando um quadro doloroso é desencadeado a partir da realização de movimentos simples, como por exemplo, se vergar para frente, espirrar, agachar-se, caminhar ou permanecer sentado por algum tempo, em tese, o espasmo doloroso indica um histórico de lesão em algum ponto do sistema mio-ósteo-tendino-ligamentar-articular. Em havendo investigação médica, se o exame específico (ressonância magnética ou tomografia computadorizada) solicitado pelo ortopedista ou neurologista constatar que a “clara do ovo” (anel fibroso externo) sofreu fissura ou deformação, por não conseguir reter ou suportar o núcleo pulposo, algo semelhante a uma deformação ou “bucho” de pneu, neste caso, estará constatada - com maior ou menor gravidade - a protusão discal.
A protusão discal é um quadro geralmente doloroso porque a região periférica do anel fibroso é inervada pelos ramos dos nervos sinovertebral e vertebral, justamente para deflagrar um sinal do perigo (dor) de agravamento que acompanha a protusão discal, se não houver tratamento adequado com repouso da articulação.
Já a hérnia de disco é um quadro clínico mais grave - desencadeado, na maioria dos casos, por uma protusão prévia - porque envolve a ruptura total do anel fibroso (clara do ovo) com expulsão ou extrusão do núcleo pulposo do disco envolvido. Alguns profissionais médicos denominam esses casos mais graves de “hérnia de disco com segmento extruso”.
Mas, independentemente de terminologias, a hérnia discal extrusa é um estágio mais avançado e infeliz de degeneração da coluna vertebral, porque compromete outras estruturas nervosas, causa estreitamento do canal medular (estenose), deflagrando um quadro de espasmo muscular dolorosíssimo e incapacitante, podendo - nos casos mais graves - comprometer ou impossibilitar a postura bípede e a marcha, inclusive, assumir uma natureza gravíssima, se desencadear a “síndrome da cauda equina” - uma emergência médica caracterizada pelos sintomas de dor aguda na coluna lombar acompanhada de incontinência urinária, fecal e sentimento de anestesia na área interna das coxas.
É importante ressaltar que outras patologias podem provocar sintomas parecidos com os da hérnia de disco: cálculos renais, tumores e suas metástases, problemas vasculares, osteoporose, aneurismas, entre outras. Por isso, é importante procurar socorro médico especializado para a realização de um exame clínico detalhado até chegar-se a um diagnóstico preciso. Na larga maioria dos casos o tratamento é relativamente simples: repouso, analgésicos e anti-inflamatórios costumam ser eficazes na reversão de quadros incipientes, até o paciente ser encaminhado à fisioterapia para recuperar a funcionalidade dos movimentos corporais e eliminar a dor.
Se houver outra indicação, visando o bem-estar do paciente, o profissional médico
poderá fazer uso de um amplo espectro de recursos como a rizotomia química (infiltração de corticoide na coluna), cirurgia minimamente invasiva e, se a gravidade do caso exigir, indicar a artrodese (cirurgia com fixação de parafusos).
O hábito de realizar atividades físicas e cuidar da coluna deve ser estimulado na vida das pessoas, pois a coluna vertebral por ser um eixo que se conecta com as estruturas ósseas e articulares dos membros, necessita da perfeita sintonia com seus ligamentos e músculos para realizar movimentos amplos e sem dor. Ter uma vida saudável depende muito da saúde da coluna vertebral. Nunca é tarde para ter mais qualidade e bem-estar na vida, portanto, mexa-se!
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Renã Leite Pontes – Escritor e poeta; Membro Vitalício da International Writers end Artists Association - IWA, Toledo, Ohio, USA; Membro Honorário do Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais - IMBRASCI, RJ; Membro Fundador da Academia dos Poetas Acreanos; Professor de Educação Física, no Acre.